Beleza

Três, três e três de beleza

Para voltar a publicar sobre produtos de beleza, uma nova olhada (e um novo olhar) para os meus essenciais mostra menos produtos melhor aproveitados. Entre eles selecionei nove, separados em trios: três produtos que não dispenso ao acordar, três itens de maquiagem para o dia a dia e três itens para manter os lábios hidratados.

No cuidado com a pele, meus aliados são produtos específicos para peles sensíveis: o sabonete de alta tolerância Effaclar, da La Roche-Posay, o tônico da linha Sensi Solution, da Adcos, e o hidratante com fator de proteção solar Hydrance Optimale, da Avène, nessa ordem. O hidratante facial Hydrance Optimale possui fórmula livre de óleos, e é o melhor produto que já experimentei com fator de proteção solar. Dicas matinais extras: gelo,para desinchar, e soro fisiológico para limpar o rosto.

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Minha maquiagem diária resume-se a três itens (ou dois!): o lápis para sobrancelhas, da Vult (cor universal), a máscara Hypnôse Drama, da Lancôme, e o lápis para olhos com esfumador da Kiko (cor 04 / Pearly Brown), sobre o qual já comentei no post sobre compras de beleza na Itália e em Paris (aqui). Embora não use o lápis todos os dias, ele é um coringa que pode ser utilizado ora rente aos cílios inferiores, ora delineado ou esfumado na pálpebra móvel para “efeito sombra”. Por ter textura cremosa, quando aplico rente aos cílios inferiores finalizo com uma sombra da mesma cor: o acabamento fica mais bonito e a maquiagem dura mais.

Com lábios frequentemente ressecados (e ressecáveis ao menor sinal de ar condicionado), sou “testadora” de produtos para manter a hidratação deles. Entre diferentes balms o clássico Baby Lips, da Maybelline, para todo dia, e o Kelyane HD, da Ducray, para reparar com mais intensidade, são meus favoritos do momento. Má notícia: comprei o Kelyane HD na Farmacity, em Buenos Aires, e até agora não o encontrei por aqui. O mais “potente”: Bepantol, essa maravilha que repara enquanto durmo e que também suaviza olheiras. Vale ter na necessaire pra sempre!

(Imagens: reprodução)

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Comportamento, Etiqueta

Não seja deselegante

Sempre achei que Etiqueta deveria constar na grade escolar obrigatória. E cada vez mais acredito que a falta dessa disciplina é responsável por muitos incômodos cotidianos. Práticas simples, que deveriam ser óbvias, precisam ser ensinadas. E não estou falando sobre ordem de talheres. Etiqueta não é frescura (ordem de talheres também não, mas essa é outra pauta).

E é para todos. Para que os passageiros do transporte público aguardem o desembarque. Para que recolham a bandeja da praça de alimentação do shopping. Para que deixem a esquerda livre na escada rolante. Para que decidam o que pedir antes de entrar na fila (ao invés de “empatar” o caixa). Para que não se atrasem (Ô dificuldade!). Para que não perguntem quanto pagamos no sapato que estamos usando e por aí vai. Etiqueta é para facilitar, tornar o dia a dia e as relações mais agradáveis: com uma dose de etiqueta a gente evita colocar (ou manter) os demais em situações constrangedoras, ao invés de tornar um incidente ou uma gafe motivo de chacota diária no escritório. Coloque-se no lugar do outro! Mais que isso, aguce sua percepção. Nem sempre o outro reage a uma situação da mesma forma que você, mas não é difícil notar quando ele está incomodado com uma situação. E educação também é evitar que os demais sintam-se desconfortáveis sempre que possível.

Etiqueta nada mais é que educação e noção do seu espaço. Saber o seu lugar e respeitar o do outro independente de posição social ou hierarquia na empresa. Tudo isso para abrir um tópico que voltarei a explorar: tem tudo a ver com estilo de vida e é o único “complemento” que combina com qualquer look em qualquer ocasião e hora do dia. Precisamos falar sobre Etiqueta.

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Com a proximidade do fim de ano, vale lembrar de algumas boas práticas na hora de circular pelo shopping ou fazer compras. Utilizando algumas das situações citadas acima, o caixa (da praça de alimentação ou da loja) serve para finalizar sua compra e não para escolher o que vai degustar ou comprar: evite atrapalhar quem deseja pagar e ir embora mudando seu pedido ou pensando/trocando/escolhendo itens adicionais na “boca do caixa”. Não é hora nem lugar. Da mesma forma, sua pressa ou agenda atribulada não é justificativa para exigir preferência ou furar filas. Ninguém é mais importante que os demais, nem o único que possui outros compromissos. Aguarde a sua vez!

Lembre-se que o espaço coletivo é… coletivo!!! E sua vontade de espalhar todos os produtos no balcão ou seus pertences para experimentar sapatos deve ser contida a fim de respeitar o conforto alheio: esse espaço é dividido, e aqui entra a boa e velha regra do “seu espaço acaba quando começa o do outro“. O mesmo vale para corredores ou escadas rolantes. Seu grupo de amigas não tem o direito de criar “rodinhas” que atrapalham a circulação ou falar alto nesses ambientes comprometendo  a mobilidade e a comunicação alheia. Tá? “Mas o ambiente é público”. Exato. Público. E nesses espaços a gente não faz “o que quer”.

Depois das compras, pausa para o café. A praça de alimentação está lotada e já terminou seu lanche? Não custa nada continuar a conversa enquanto caminha pelo shopping para que os outros possam apreciar sua refeição também. Custa menos ainda retirar sua bandeja.

(Imagem: Visual Hunt)

Mais

(Ch-ch-ch-ch) Changes

Mais de um mês longe daqui e muito para dividir. Nova rotina e novas experiências profissionais bagunçaram a agenda nos últimos meses, e, como não poderia deixar de ser, trouxeram novas reflexões, novas ideias, novos projetos. Finalmente pareço estar começando a reorganizar a vida. Divido por aqui um pouco disso tudo.

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• O escritório continua funcionando

E a agenda de Consultoria Criativa para marcas de Moda para 2018 está aberta. A partir de um diagnóstico sobre a identidade da marca, seus objetivos e orçamento, traçamos um planejamento de ações avaliando prioridades e elencando sugestões para os próximos passos. Totalmente online (via Skype), o plano mensal de Consultoria Criativa para Marcas de Moda conta com quatro sessões e é ideal para quem está construindo e estruturando sua marca “depois do expediente”. Saiba mais aqui.

Ímpar?

É o novo nome da marca de moda que iniciei no primeiro semestre desse ano (e que levava meu nome). O propósito slow fashion permanece, e a vontade de experimentar aumentou. A terceira coleção está prestes a ser lançada, e traz sacolas de crochê exclusivas (apenas uma peça de cada) que revelam uma nova vontade. Em 2018, a etiqueta Ímpar deve ampliar a linha de produtos e materializar minhas inspirações em itens únicos com foco na construção de um guarda roupa com longa vida útil sem ignorar as tendências, pensando moda atemporal com frescor contemporâneo. Acompanhe também no Instagram.

• Reunião de pauta: blog e colunas

Diversificar o conteúdo do blog, misturando “moda profissão” com “moda-estilo de vida”, agregou leitores e conteúdo deixando o ivylemes.com a minha cara. Afinal, é impossível desvincular a moda do meu lifestyle. Minhas colunas de Moda para o blog Palpite De Alice continuam disponíveis no site do Viver Bem, na Gazeta Do Povo, mas não estarei mais por lá. Questão de foco.

Nesse tempo sem escrever, aproveitei para organizar pautas e reunir ideias. Novos conteúdos estão por vir. Volto logo.

(Ch-ch-ch-ch) Changes / Turn and face the strain / (Ch-ch) Changes / Just gonna have to be a different man / Time may change me, but I can’t trace time“.

(Imagem: Visual Hunt)

Moda

Praia “chic”: sofisticação e delicadeza

Roupa de praia não é só para entrar no mar. Com materiais e complementos sofisticados, grandes nomes da moda praia apresentam coleções que vão da areia às festas (a beira mar ou não).

Conjuntos em tecidos leves e modelagens amplas e fáceis (descomplicadas para vestir e “desvestir”) cumprem bem esse propósito, e não estão apenas entre os modelos de marcas do segmento como Lenny Niemeyer, que apresentou em sua última coleção ótimas propostas para curtir um dia de verão do início ao fim: o mood confortável traz ares praianos para coleções casuais de marcas como Cult Gaia e a alemã holyGhost, que, além de conjuntos, traz uma ótima seleção de peças únicas (vestidos e macacões)  para destinos quentes.

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Tons claros compõem cartelas de cores atuais sem perder a suavidade: além da estampa que mistura dois tons de azul, rosa e amarelo, ou da composição com rosa, marrom claro e azul do Resort 2018 da Cult Gaia, pense em caramelo + amarelo e azul claro, ou verde militar com verde claro e azul.

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Cult Gaia
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Cult Gaia

Em peças ou visuais com tons mais escuros, a coordenação de uma mesma estampa em diferentes sentidos, os recortes e as modelagens assimétricas conferem o movimento e a suavidade que o momento e o ambiente pedem. Esse efeito também pode ser potencializado pelo degradê, pelas amarrações e pelos babados, apostas que devem atravessar estações assim como os contrastes. Falando nisso…

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Lenny Niemeyer

O jogo de opostos que está em alta aparece de maneira sutil na passarela da Lenny Niemeyer e na Cult Gaia e , onde a leveza dos tecidos contrasta com estruturas rígidas, mas nada pesadas, do maxi brinco e da bolsa em acrílico, que, mais que modernidade trazem um toque de arte às produções. Vale a pena investir.

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Lenny Niemeyer
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Cult Gaia

(Imagens: divulgação)

Beleza, Comportamento, Moda

Pouca maquiagem

Visuais clean são uma das principais apostas de beleza. Embora as passarelas e capas de revista simulem a “cara lavada” muitas vezes com a mesma quantidade de produtos usados usados para criar uma maquiagem colorida, a proposta de naturalidade entra em cena para acompanhar os visuais descomplicados que estão em alta e, acima de tudo, a busca por um lifestyle mais leve.

De carona no (in)consciente coletivo, e priorizando a saúde da minha pele, abri mão de uma série de “indispensáveis” de maquiagem nos últimos anos. Mais que repensar minhas escolhas, essa mudança de hábito tem a ver com uma nova forma de entender a beleza (a minha e a dos outros) e com um novo olhar sobre regras que não fazem sentido: a relação obrigatória entre estar arrumada e estar maquiada, por exemplo.

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Meses atrás a participante de um programa que promove mudanças no visual informou que não fazia uso de base no rosto. Atendendo à proposta de transformação, a moça topou experimentar o produto mas não deixou de afirmar, após a aplicação, que preferia sua pele sem base. Em seguida, em depoimento individual, a maquiadora disse não entender “como alguém pode não gostar de ver sua pele mais bonita“. Pergunto: quem é que definiu esse conceito único de “mais bonito”?

Eu sou do time que, muitas vezes, acha o “antes” mais bonito que o “depois” em tutoriais de maquiagem; e entre meus itens de beleza diários a base líquida foi o primeiro a perder espaço. Sim! Acho minha pele mais bonita sem ela. Substituída por um produto em pó e mineral, bem menos agressivo, a nova base não tem “alta cobertura”. Cobrir o que e para quê, se minha pele limpa nunca trouxe incômodo algum? Não estou fazendo campanha contra a base. Mas essa obrigatoriedade de “pele uniforme”, como se a ausência de “reboco” fosse sinônimo de desleixo, é cafona.

Indo além, o título desse post não refere-se apenas aos produtos de beleza. O questionamento vale para toda a “maquiagem” que nos é exigida acompanhada de argumentos rasos.  Em um exemplo pessoal, como profissional de Moda cansei de ouvir que preciso estar sempre com o look impecável: “vai que” algum potencial cliente me conhece sábado a tarde no mercado e eu não estou “com cara” de profissional do mundo fashion?

Poupem-me! A reputação profissional de ninguém é abalada por um moletom com chinelo na fila do pão. Não usar base não quer dizer não gostar de estar bonita. Preferir “cara lavada” não é falta de cuidado. Alternar dias com maquiagem e dias sem maquiagem é, inclusive, uma das minhas maneiras de cuidar da pele.

Tudo isso para voltar a falar sobre beleza, agora sob novos ângulos. Recentemente enquanto reorganizava as categorias do blog notei a ausência de publicações sobre o tema, antes mais frequente. Estou menos vaidosa? Pelo contrário. A vaidade só aumentou, mas a maneira de entendê-la mudou. Pouca maquiagem, e cada vez mais satisfação com o que reflete o espelho. Espero em breve compartilhar novas práticas, produtos e hábitos de beleza pé no chão.

A imagem que ilustra o post é do editorial Quoi de neuf beauté, da Madame Figaro (setembro de 2017).

(Foto: Pawel Pysz)

Moda

Elizabeth Olsen e essenciais

De mãos dadas com a vontade (e necessidade) coletiva de mudar hábitos de consumo, não são poucas as mulheres que passaram a buscar a construção de um “guarda-roupa essencial”. Capa da ES Magazine (agosto de 2017), Elizabeth Olsen é uma inspiração e tanto: a atriz norte-americana investe em looks fáceis, que adaptam-se à “vida real” de muitas de nós, construídos a partir de itens atemporais, como peças de alfaiataria e jeans escuro, além de uma boa variedade de peças lisas.

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O visual básico tricô neutro + jeans escuro da atriz ilustra uma maneira fácil de atualizar peças básicas: repare que, nos pés, Elizabeth Olsen usa uma sandália pesada, item em alta nas últimas temporadas (uma bolsa “da moda” também é bem-vinda para dar frescor a essa combinação). Mais confortável, mas não menos charmoso, o segundo visual com jeans escuro é composto 100% de peças clássicas e não é nem um pouco sem graça. O segredo para a produção com blazer, top branco, jeans e sapato oxford não parecer antiquada ou “chata” é investir em modelagens atuais e misturar tecidos com pesos diferentes…

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Ou apostar no mix de texturas, imbatível para adicionar jovialidade aos visuais compostos por clássicos em cores neuras. No look abaixo, além de texturas diferenciadas e da mistura de estampas, o sapato é uma versão atualizada de uma peça tradicional.

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Peças de alfaiataria ganham um toque moderno em composições com itens e materiais informais, como t-shirts de malha e jeans, para o dia, e podem compor visuais elegantes em combinações monocromáticas, ou com pouco contraste de cor, para ocasiões especiais.

Adepta dos chapéus, sempre em modelos clássicos, Elizabeth Olsen combina o acessório no verão ou inverno: com short jeans e poucos detalhes, os visuais sem complicação são perfeitos para dias quentes e ocasiões onde o conforto é palavra de ordem. Simples assim.
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(Imagens: reprodução)

Moda, Negócios

Faz sentido? “Coerências básicas” para fotografar Moda

A produção de campanhas, lookbooks e material fotográfico exclusivo para redes sociais é uma ótima maneira de fortalecer a identidade de uma marca. Lojas multimarcas, em especial, saem na frente da concorrência ao investir em um material único que apresente e represente sua marca “antes” das marcas que comercializa: como os produtos podem ser encontrados em outros estabelecimentos, despertar desejo pelo mix e estilo próprio de apresentá-lo é uma grande vantagem competitiva.

Poucas lojas multimarcas investem em produção de conteúdo exclusivo, e muitas delas, quando produzem, não contam com equipes especializadas cometendo equívocos que, ao invés de fortalecer, podem prejudicar sua imagem. Produção de Moda (com ou sem modelo) exige estudo e técnica, e a atenção a alguns detalhes ajuda a não tropeçar em aspectos básicos que interferem muito no resultado final. Comece avaliando quatro coerências:

• Coerência entre referências e identidade da marca

Para não se perder no excesso de referências, é importante filtrá-las quantas vezes forem necessárias com senso crítico e tendo em mente a identidade da sua marca: qual é seu público? Qual é seu discurso? Qual é seu território? Crie uma lista de perguntas e avalie se a ideia da sessão de fotos responde positivamente a elas. Lembre-se que o tema da coleção muda, mas a identidade da marca não.

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• Coerência entre elementos de cena

Um erro muito comum, tanto em fotografia de Moda como em vitrines, é a inserção de diversos elementos “da moda” que não conversam entre si. Mais uma vez, o excesso de referências combinado à falta de “filtro” prejudica a mensagem que deseja transmitir. Olhe com atenção para o cenário e pergunte-se se um banquinho com revestimento de pelo faz sentido em um deck com paredes rústicas. Outro exemplo comum são cenas com mesas ou prateleiras de fundo que misturam objetos que não fazem sentido juntos: xícara de chá e cesta de frutas + lamparina, por exemplo. Em primeiro ou em segundo plano, tudo o que faz parte da cena precisa ter coerência.

Fotos de produto pecam ainda mais nesse quesito. Aquela composição de produtos sobre a mesa ou fundo colorido não deve ser feita ao acaso, ou tendo como critério apenas cores. O que quer dizer uma foto de um sutiã com uma paleta de sombras? Faz sentido um tênis sobre uma bandeja? Esse modelo de foto pode ter vários propósitos diferentes, mas precisa ter um: mostrar combinações entre acessórios que podem ser usados juntos, revelar elementos que inspiram a coleção ou falam sobre a marca (folhas ou plantas com peças de empresas que usam matéria-prima natural, por exemplo) e até mostrar, de maneira diferente, a ocasião de uso (como jóias em taças, que representam festa).

• Coerência no styling e na coleção

O sucesso de qualquer ação ou instrumento de marketing depende da coerência da marca como um todo. Na hora de editar os looks para uma sessão de fotos, ter o mix de produtos “certo” interfere e muito. Certamente a prioridade será apresentar as novidades, mas fotografe com antecedência cada visual e analise a combinação de peças em todos os aspectos: combinação de cores, tecidos, ocasião de uso etc. Da mesma forma, avalie o conjunto de visuais da estação (todas as fotos juntas) e questione-se sobre quantos deles podem fazer parte do closet de uma mesma cliente. Em produções de Moda bem resolvidas, 100% dos looks atendem o mesmo público.

• Coerência entre roupa, beleza e cenário

A beleza (cabelo + maquiagem) faz parte do look e deve ser pensada na pré-produção, não improvisada no dia das fotos. Muitos materiais fotográficos de empresas de moda pecam por exagerar no penteado e na maquiagem em fotos com visuais casuais durante o dia. De maneira simplificada, questione se sua cliente real usaria esse penteado e essa maquiagem na ocasião representada.

Mais que isso, pergunte-se se sua cliente usaria essa roupa, com esse penteado e essa maquiagem nesse local. Ela usaria maquiagem com olho marcado + bolsa com tachas para tomar um café com as amigas a tarde? A cidade possui belos parques e cafés com cenários incríveis, mas a locação escolhida faz sentido?

Obviamente uma produção de Moda envolve muito mais aspectos e detalhes que esses (sim!). Mas observar o “check-list das quatro coerências” é um bom começo: grande parte dos erros estão na falta delas.

(Imagem: : MrJamesBaker via Visual Hunt)

Design, Moda, Negócios

O natural e o tecnológico unem-se no inverno 2018/2019

Com a interconectividade de hoje mergulhamos mais profundamente nas raízes do mundo, resultando em uma nova forma de arte que combina artesanato e tecnologia em conjunto“. A frase, retirada do resumo de tendências para o inverno 2018/2019 da Intertextile Shanghai Apparel Fabrics, resume o que estamos vivendo na vida e na moda. A necessidade de repensar o tempo, trouxe à tona não apenas a valorização do artesanal e a busca pelo conforto na hora de se vestir, mas mais atenção aos processos e novas formas de consumir.

Embora os anseios estejam voltados para a reconexão com a natureza e a desaceleração do ritmo de vida, no fast ou slow fashion a tecnologia é uma importante aliada seja para otimizar recursos ou para desenvolver novos métodos de produção que atendam a demanda com menor impacto social e ambiental. E são esses universos aparentemente opostos que trazem para a moda interessantes misturas de referências, materiais e estruturas.

Para o outono/inverno 2018/2019, a Intertextile Shanghai Apparel Fabrics aponta quatro tendências. As duas primeiras, Humanidade e Origens, trazem à tona valores essenciais e a “apreciação pelas coisas simples na vida“; conceitos que se traduzem não apenas na celebração do artesanal mas da inventividade, uma vez que a invenção e o instinto fazem parte da humanidade. Nos materiais a rusticidade e o conforto unem-se a matérias-primas tecnológicas voltadas à proteção, e tecidos como o denim e o linho cru dividem espaço com malhas e jacquard com fios múltiplos. As palavras-chave da estamparia são primitivo e orgânico, com desenhos voltados à flora e fauna.

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Aconchego (hygge) é a tendência que reforça a busca por qualidade de vida e equilíbrio: “Aprender a fazer coisas práticas bem e cuidar de si mesmo é a principal prioridade“. Com conforto e bem-estar como palavras de ordem, cores claras e modelagens amplas fazem parte desse conceito. Tecidos leves e fluidos como cetim, seda e crepe trazem um toque de sensualidade; e, ao lado de texturas delicadas como a do tricô, entram nuances de brilho através de materiais acetinados, fios metálicos e bordados.

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As misturas culturais e contrastes constroem o quarto conceito: Subversivo. “À medida que as gerações e as culturas se misturam, surge uma história visual forte e contrastante”, que traz tanto a estamparia com motivos folclóricos como desenhos geométricos que remetem ao ambiente urbano e à tecnologia. A cartela de cores combina tons vibrantes à cores escuras, e o espaço está aberto para a ousadia: pense em peles coloridas com acessórios de plástico, e estampas vintage ao lado de peças oversized com referências esportivas e divirta-se.
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(Imgens: Intertextile Shanghai Apparel Fabrics)

Moda

Misture e atualize

Com tantas boas referências, a moda parece não querer descartar nenhuma delas. Há algumas temporadas as misturas de estilos unem informações e aparecem como aliadas do consumo consciente, inspirando e validando novas propostas com o que já está no guarda-roupa. As produções do Resort 2017 internacional das marcas Tory Burch e Valentino trazem, cada uma a seu modo, combinações interessantes que mostram clássicos, itens atemporais e peças que poderiam ser de estações passadas em composições atualizadas.

Detalhes e acabamentos artesanais (ou que remetem a esse universo) transformam jaquetas, calças e acessórios utilitários em um mix inteligente de referências étnicas e esportivas no lookbook da Tory Burch. Cartelas de cores clássicas como preto, branco e cinza, ou vermelho, azul e branco, neutralizam o mix de estampas e a combinação de padrões étnicos com calças e jaquetas esportivas, de modelagem ampla e com as tradicionais listras laterais. Em outra proposta, tramas, texturas, bordados e acessórios rústicos são os responsáveis por trazer frescor a peças e estampas atemporais: uma ótima maneira de repaginar a camisa branca e a calça de alfaiataria.

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Tory Burch
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Tory Burch

O brilho aparece em composições cada vez mais despojadas. Depois de dividir espaço com a camiseta em catálogos e editoriais mundo afora, os paetês são combinados à jaqueta esportiva e sandália sem salto no styling da Tory Burch.

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Tory Burch

A Valentino também aposta em materiais sofisticados nos visuais casuais. No resort da marca italiana, a renda traz um toque sofisticado a camiseta e sandália rasteira: além do hi-lo de materiais, o contraste de estilos e cores coloca acessórios rústicos, estampa camuflada e a delicadeza da renda branca lado a lado, mostrando que um vestido romântico que está encostado pode ganhar novos ares com uma sobreposição moderna com camiseta estampada…

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Valentino

Ou parka militar. A peça leva atitude ao vestido branco clássico com salto alto, em um dos meus visuais favoritos da temporada. A bolsa com chaveiros e pingentes personalizados adiciona ainda mais informação de moda à produção; e está presente mesmo em looks que misturam estampas marcantes. É hora revisitar aquela peça estampada favorita combinando-a com um print da temporada, e atualizar a bolsa clássica com detalhes da vez. Um visual 100% novo não precisa ter saído hoje da loja.

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Valentino
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Valentino

(Imagens: divulgação)

Moda

Regras (festivas) para quebrar

Estamos em dois mil e dezessete e ainda há quem acredite que a moda funciona como uma grande enciclopédia de certo e errado. Quando o assunto é roupa de festa, mais ainda. Recentemente compartilhei (na fanpage) uma publicação da Consuelo Blocker sobre vestido de festa com sapatos baixos, mas o salto alto é só uma das falsas obrigações femininas para festas formais.

• “Precisa usar vestido”

Certa vez, conversando sobre visuais festivos, comentei que minha irmã não usa vestido. Na ocasião, ouvi um comentário delicadamente repreensivo: “Como assim? Qual o motivo? Mas nem em festa black tie“? Minha irmã, nem ninguém, precisa de um motivo além de “não gosto de vestido” para justificar a escolha do próprio look. Mais ainda em um momento onde macacão no altar e alfaiataria no Tapete Vermelho do Oscar não são novidade. Além disso, nenhum dress code é superior à personalidade e conforto. Se precisa usar o que não lhe agrada para estar em algum lugar, a dica é: não vá a esse lugar.

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Monique Lhuillier

• “Tem que ir de salto”

Há pouco tempo escrevi sobre dress code, e a ideia que levei para esta publicação conversa com a falsa obrigatoriedade de vestido e salto alto para festas. Quando pensar em dress code, sobre ser/não ser adequado, não prenda-se às peças em si, mas ao grau de formalidade do item aliado ao modo de usar. Existem ótimas opções de calçados formais sem salto, e em alguns ambientes eles são até mais adequados que os modelos altos (casamento na praia, por exemplo).

Ninguém precisa estar de salto para estar elegante, nem mesmo a noiva: sapatilhas forradas com tecido nobre e aplicações de pedras combinam muito bem com longos, e até mesmo sandálias baixas, quando combinadas corretamente, funcionam. No lookbook da coleção limitada da Alberta Ferretti (outono 2017), rasteiras em cetim completam de forma perfeita vestidos de renda curto e longo; e no styling da Monique Lhuillier (primavera 2018) a sapatilha desfila junto com um vestido clássico.

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Alberta Ferretti Limited Edition
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Alberta Ferretti Limited Edition
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Monique Lhuillier

• “Sem brilho é simples”

A sofisticação de uma peça não está na quantidade de bordados, mas no corte, nos materiais e no caimento da peça. Bordado demais (ou mal feito) pode, inclusive, “empobrecer” o visual. Na hora de escolher uma roupa de festa, invista em bons tecidos e escolha um modelo que valoriza o que mais gosta na sua silhueta. Essas peças não custam pouco, e esse é mais um motivo para optar por modelos versáteis: vestidos com poucos detalhes podem ser atualizados de uma festa para outra com acessórios e complementos diferentes, e circulam em ambientes com grau de formalidade diferentes. Sim! Repita a roupa. Peças boas não são descartáveis.

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Albino Teodoro

No resort 2018 da Albino Teodoro, vestidos lisos com o corte impecável trazem detalhes como faixas para amarrar de diferentes formas,  forro em outra cor e broches preciosos. As festas fazem parte da sua rotina? Pense na possibilidade de investir em peças separadas, top, saia ou calça, em tecidos nobres para criar diferentes composições nessas ocasiões.

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Albino Teodoro
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Albino Teodoro

Reparou na maquiagem e no cabelo das produções da Monique Lhuillier e Albino Teodoro? A obrigatoriedade da beleza de salão, dos penteados esculturais e maquiagem elaborada é a quarta regra a ser quebrada.

(Imagens: divulgação)

+ | Clique e confira, em Festa fora do óbvio, quatro endereços de moda festa sob medida em Curitiba.