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Peço licença para compartilhar uma “obsessão fashion” momentânea: monocromia bege. Adepta de looks monocromáticos que sou, adorei o visual todo bege da passarela da Jean Paul Gaultier, na semana de Alta Costura (outono/inverno 2016/2017), que além de mix de texturas tem “truque” de styling na altura diferente das mangas. Uma só cor, mas muita informação de moda.

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A leveza do bege, e dos tons de nude, permite misturar estilos, modelagens e tecidos com mais chance de acertar. Além disso, a monocromia destaca acessórios ou calçados com design diferenciado. Abaixo, o tênis branco que está em alta atualiza a produção e ganha destaque em um visual onde predomina bege e tons terrosos.

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Visuais como esses evidenciam a silhueta e os detalhes, valorizando o seu estilo: aproveite para apostar em uma peça que revele a essência da sua identidade visual, seja ela saia mídi acinturada, bata com toque setentista ou calça com referência esportiva.

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(Imagens: reprodução/internet)

Bolsa para todo dia

Escolher um modelo de bolsa que represente seu estilo, do tamanho das suas necessidades e com material resistente torna dispensável a troca constante, economizando tempo e dinheiro. Quem tem uma rotina agitada sabe que alguns minutos diários para troca de bolsa fazem diferença, e quem busca consumir de forma consciente sabe que a bolsa certa pode acompanhá-la, no mínimo, por duas estações.

Uma bolsa coringa não é, necessariamente uma bag clássica. É possível usar uma bolsa da temporada com 90% dos looks (ou mais) quando o modelo está bem alinhado com o estilo pessoal. Elas seguem o conceito de item chave (leia sobre eles aqui) e valem um investimento maior.

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Como escolher?

Considere estilo de vida e cartela de cores pessoal (a que predomina no seu guarda-roupa) e comece avaliando sua rotina. Quem vai do trabalho à academia, e não pode levar bolsa + mochila esportiva, precisa de um modelo maior que acomode roupa para malhar, tênis entre outros, e que esteticamente não “brigue” com nenhum dos momentos. Tote bags ou shop bags minimalistas são boas opções, além das mochilas casuais em couro e materiais similares (nesse caso, evite peças com muitos detalhes em metal). Nelas é possível colocar tanto uma necessaire maior quanto pastas e agendas. Quando a programação inclui trabalho e faculdade, bolsas estruturadas e “horizontais” são mais funcionais para acomodar cadernos, livros, apostilas e pastas.

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Independente de realizar outra atividade no final do dia, pense no conjunto de itens que carrega diariamente e no tipo de armazenamento/proteção que eles precisam. Trabalhando com Produção de Moda, por exemplo, preciso de espaço para papéis e tablet além de um pequeno organizador onde levo aviamentos e outros materiais para ajustes de roupa. Além disso, preciso ter as mãos livres para carregar malas ou sacolas. Uma bucket bag média, com alça longa, é bastante eficiente: a altura permite que o tablet caiba “em pé”, a largura acomoda a caixa de utilidades no fundo e sobre ela vão os itens pessoais.

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Para escolher a cor, abra seu armário e observe-o. Seguindo com o meu exemplo pessoal, grande parte das minhas roupas são em cores neutras e/ou tons escuros; como meus visuais não têm muito contraste de cor optei por uma cor da temporada em tom escuro: traz informação sem “poluir”. Bolsas neutras claras (off-white, bege, cinza) combinam bem com closets com muitas estampas e cores contrastantes; enquanto peças escuras são mais interessantes em visuais que tenham ao menos detalhes nessa tonalidade.

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Obviamente nada disso é uma regra. Cada caso é um caso, e aí volto a falar na importância do auto conhecimento quando o assunto é estilo pessoal: ele é seu maior aliado na hora de otimizar suas roupas/acessórios e de escolher de forma inteligente as próximas aquisições.

(Imagens: reprodução/internet)

Encanto sob medida

Há pouco mais de um ano, Carolina Dias passou a dividir seu tempo entre a marca Chocolateria, no mercado desde 2011, e um novo projeto: criar e desenvolver peças sob medida. Apesar de trabalhar com o prêt-à-porter, Carolina nunca produziu em grande escala. Com coleções pequenas de peças em edições limitadas, estampas exclusivas e sem a preocupação de seguir o calendário de lançamentos do varejo, o acabamento impecável e o acompanhamento cuidadoso da produção sempre estiveram em primeiro plano.

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Reconhecida por suas clientes pela delicadeza na escolha de cada botão, Carolina começou a receber propostas para elaborar vestidos para ocasiões especiais. Após alguns vestidos, a designer, que sempre se interessou pelo segmento, mas tinha receio sobre a demanda, foi se apaixonando ainda mais por esse universo.

O desafio de unir os desejos das clientes com sua identidade como criadora faz de cada modelo uma oportunidade de desenvolvimento e aprendizado. Para ela, a satisfação da cliente ao vestir um modelo pensado para si é gratificante. Além de ser uma peça exclusiva, Carolina acredita que acompanhar de perto cada etapa, do desenho à escolha dos tecidos e acabamentos, torna o vestido ainda mais especial.

Com projetos em andamento, Carolina Dias começou 2016 ampliando o espaço físico de seu ateliê com o objetivo de concentrar as etapas de produção e estar cada vez mais presente em todas elas. Festa à vista? Não deixe de conhecer e se encantar com o trabalho da Carol.

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(Fotos: Vanessa Kosop)

+ | Texto de minha autoria originalmente publicado no blog Palpite De Alice, no site do Viver Bem / Gazeta Do Povo.

Cores da Schiaparelli para o dia a dia

Brincar com as cores e descobrir novas combinações é uma ótima maneira de atualizar peças que já temos no closet e de encontrar uma forma de uso para itens pouco (ou nunca) usados. As inspirações podem vir de diferentes lugares, de objetos de decoração até elementos da natureza, e as estampas são uma ótima fonte de referência: um desenho que agrade seu olhar pode ser “desmembrado” em uma cartela de cores que é a sua cara.

Da passarela da Schiaparelli, na última semana de alta Costura (outono/inverno 2016/2017), três estampas inspiram quartetos de cores espertos que incluem os clássicos preto, cinza e azul marinho.

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Criar visuais com três ou mais cores não é tão difícil quanto parece, até porque nem todas elas precisam estar em evidência. Um detalhe em outra cor é o suficiente para trazer mais informação ao look sem pesar visualmente.

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Com pouco contraste, combinar três tons da mesma cor e adicionar apenas um ponto em cor diferente é uma boa maneira de inovar sem tirar a sutileza e sobriedade da produção. Experimente!

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(Imagens: reprodução)

Dourado e brocado na Vogue Alemanha

A Vogue Alemanha traz, em suas capas do mês de agosto, excelentes inspirações high-low. Peças básicas, principalmente as brancas, ganham informação de moda e um toque de luxo  ao lado de itens dourados, bordados e tecidos brocados. O styling é de Nicola Knels.

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Excelente complemento para transformar a dupla jeans e camiseta, o blazer alongado em  jacquard  também atualiza a calça preta de alfaiataria no escritório. Peças com brilho, além de produções modernas para o dia, tiram o vestido preto do “lugar comum” em eventos noturnos. Falando nisso…

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Substitua o vestido de festa por conjuntos de alfaiataria em tecido nobre ou com aplicação de pedrarias. Para essas ocasiões, troque a camisa por um top em tecido leve e economize nos acessórios. Lembre-se que a beleza deve “conversar” com o tipo do evento.

Flertando com o retrô, essas peças são mais versáteis do que se imagina. Encontrou um exemplar no guarda-roupa da sua avó ou em um brechó? Mais chique ainda!

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(Fotos: Giampaolo Sgura para Vogue Alemanha)

Recicle, customize, recombine, reutilize!

Na última semana de Alta Costura, em Paris, a Viktor & Rolf apresentou uma coleção construída a partir de peças de temporadas anteriores e retalhos de tecidos de acervo. O outono/inverno 2017 da grife chama a atenção pela riqueza das texturas criadas com tecidos entrelaçados, babados e botões; visuais que estimulam a criatividade tanto para bordar uma calça jeans quanto para utilizar volumosas camadas coloridas em um vestido de festa.

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Em um momento onde a indústria descarta toneladas de material têxtil todos os dias, reciclar é preciso. Segundo matéria sobre reúso dessa matéria-prima publicada na Folha de São Paulo (leia aqui), só na região do Bom Retiro, em São Paulo, duas toneladas de tecido são jogadas fora por dia; por isso, além da responsabilidade das empresas desse setor, cabe a cada um de nós fazer a nossa parte.

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Desmontar e costurar peças descartadas ou produzir novas a partir de retalhos são apenas algumas das formas de aderir à “reciclagem” quando o assunto é moda. Pequenas interferências como cortar / desfazer a barra, deixando-a desfiada ou alterando o comprimento, trocar botões ou adicionar patches atualizam peças antigas. Ideias de customização fáceis, que não exigem habilidades ou equipamentos específicos, não faltam em sites que reúnem galerias de inspiração, como o Pinterest, e nas próprias publicações especializadas e blogs. Os jeans bordados da passarela da Viktor & Rolf são um ótimo exemplo.

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Quem não é fã de trabalhos manuais pode reciclar itens da estação passada através do styling, recombinando e experimentando novas formas de uso para suas roupas. Uma cartela de cores diferente, sobreposições, usar um vestido de botões aberto sobre uma calça ou uma camisa longa com cinto como vestido e por aí vai. Pesquisar e selecionar referências ajuda muito nessa missão (comentei sobre explorar peças que temos dificuldade de usar no terceiro post da série Aprimorando o estilo).

Outra maneira de tornar novamente usáveis peças que seriam descartadas, suas e de outras pessoas, é vendendo ou trocando-as em brechós. Diversas lojas de roupas usadas trabalham com trocas e vale compras, geralmente revertidos em valor maior que o pago em dinheiro. Se a intenção da sua venda é renovar o guarda-roupa, a negociação pode valer a pena.

(Fotos: reprodução e Aaron van Dorn via Visualhunt)

A alfaiataria atual da Armani Privé

Já faz algum tempo que a alfaiataria deixou de ser exclusividade do guarda-roupa “executivo”. Combinada a itens casuais, como t-shirts e jeans destroyed, essas peças mostraram sua versatilidade ao ganhar espaço em visuais para diferentes ocasiões em composições inusitadas; mas ainda há quem prefira manter os clássicos conjuntos que podem, sim, ser atuais e modernos.

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A passarela da Armani Privé, na última semana de Alta Costura (outono/inverno 2017), transborda elegância e inspiração para atualizar, em especial, conjuntos de top e bottom de alfaiataria. Laços no lugar do botão, para fechar o blazer ou a calça, e peças com decote profundo ou em linhas curvas criam uma leveza visual muito bem vinda em contaste com a rigidez dos tecidos. Materiais com pesos diferentes (veludo e seda, por exemplo) ou composições com peças cintilantes e opacas são outros “truques” de styling da grife para anotar e colocar em prática.

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Coordenar duas ou mais estampas p&b em um mesmo look renova peças com estampas clássicas, como poá, listras e pied de poule, e cria um efeito moderno quando os desenhos trazem formas geométricas ou flertam com a op art. Na Armani Privé, os padrões em preto e branco estão em roupas e acessórios formando duplas estampadas de blazer e sapato, casaco e bolsa, ou, minha favorita, calça e sapato com o mesmo tecido.

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(Imagens: reprodução)