Moda, Negócios

Mantenha distância

A valorização do tempo para si e um certo afastamento do mundo “lá fora” caracterizam um comportamento de consumo identificado como Festa do Eu Sozinho, em estudo divulgado nos últimos meses do ano passado pelo portal Use Fashion. Diferente de um comportamento depressivo, aproveitar o silêncio e momentos consigo mesmo faz parte do estilo de vida desse consumidor, que ganha cada vez mais adeptos na rotina atribulada dos centros urbanos.

Na hora das compras, eles são avessos aos vendedores “atenciosos demais” e valorizam a autonomia de “sondar”, com liberdade de tempo e espaço, os produtos que lhe interessam. São pessoas propensas a consumir cada vez mais através do e-commerce, por oferecer uma loja que pode ser acessada do sofá de casa sem precisar interagir com ninguém.

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E por falar em sofá, esse é também o público de peças de roupa confortáveis que podem ser usadas dentro e fora de casa. Seu estilo não é necessariamente básico: referências esportivas, cores vibrantes e estampas ou frases divertidas tem tudo a ver com os convidados da “festa do eu sozinho”. Embora possam ser considerados “anti sociais”, esses exigentes consumidores são muito bem informados e não tem medo de novidades.

Como conquistá-los? Publicidade em excesso os incomoda. Além disso, são pouco influenciados pelo número de seguidores ou likes que a marca possui: valorizam conteúdo, seja nas redes sociais ou através de vendedores bem informados no ponto de venda, e possuem estilo próprio. Não será fácil chegar perto deles…

(Imagem: Visual Hunt)

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Moda, Negócios

Não troco likes: O real alcance dos nossos projetos

Um amigo músico comentou sobre o hábito de “trocar likes” entre bandas e projetos e como isso, no fim das contas, não leva a nada. Essa observação vale para qualquer negócio. E também diz respeito a avaliar o sucesso pelo número de curtidas, ao invés de considerar envolvimento e resultado.

Quando “faço amigos” em redes sociais cujo perfil pode se interessar pelos meus projetos ou fanpages que gerencio, convido para curtir. Percebo, porém, que algumas pessoas curtem para ser curtidas, e “descurtem” quando percebem que eu não “dei like” em sua página de roupas para pets, dicas para mães ou outros assuntos que não me interessam.

Primeiramente, meu convite para curtir é apenas um convite. Não sinta-se obrigado, pois eu não me sentirei a retribuir. Para mim é importante, como disse meu amigo, observar o “real alcance dos meus projetos”; e ver como e quem interage com o meu conteúdo. Resumindo: não me interessam “10K fãs” comprados (ou trocados). Prefiro dez “fãs” conquistados, que leem e beneficiam-se do meu negócio de alguma forma, para os quais minha fanpage é útil. Da mesma forma, não quero minha timeline repleta de publicações de páginas com temas que não se aplicam à minha rotina ou estilo de vida, ou com produtos que não tenho interesse em acompanhar/comprar seja pelo motivo que for. Já somos bombardeados de informações o tempo todo, e quanto mais eu puder filtrar melhor. De forma direta: não vou seguir o que não me acrescenta, e não quero que me siga caso meu negócio não lhe interesse. “Tá” tudo bem. Continuaremos amigos.

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Sabendo que trocar (e comprar) likes é uma realidade, avaliar empresas/profissionais pelo número de curtidas nem sempre lhe trará um parecer correto. Assim como trocar (e comprar) fãs não sustentará de forma sólida o seu negócio. Recentemente, prestando consultoria para uma pequena empresa de moda, notei que o dinheiro gasto comprando fãs era o que faltava para investimentos bem mais importantes no momento em que a marca estava: uma nova logo e melhorias no produto são alguns exemplos. Além disso, o “vício” em aumentar o número de seguidores dificultava uma avaliação real tanto do público que a empresa pretendia alcançar como de quais estratégias eram efetivas para o que mais importa: vender o produto. Será que “esse tanto de K” estava de fato interessado naquelas peças?

Obviamente existem casos específicos onde os números valem mais que outros fatores. Mas arrisco dizer que a maioria das pequenas empresas não vai crescer priorizando o número de seguidores, sem ao menos ter um bom produto ou saber quem são eles, o que querem, como abordá-los… Concentre-se (e invista) em criar qualidade (no produto e no conteúdo) e relacionamento. Verdadeiros “fãs” não são comprados ou conquistados do dia para a noite, mas são eles que farão do seu negócio um sucesso.

Ivy Lemes Escritório de Moda presta consultoria criativa e de planejamento para pequenas marcas do setor de forma presencial ou online. Entre em contato comigo e conheça esse serviço.

(Imagem: Visual Hunt)

Moda, Negócios

O produto não é só o produto

Já parou para pensar que um produto não é só um produto? Uma roupa, um objeto de decoração, um móvel ou qualquer outro são resultado de uma série de componentes tangíveis ou não. E todos eles são importantes. Analisar o que fazemos como um todo, ajuda a elaborar estratégias e a entender a performance de nossos negócios no mercado.

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Ter uma boa ideia é excelente, mas não o suficiente. Para conquistar espaço e manter-se no mercado, a ideia precisa ser entendida pelo outro e útil para ele. O primeiro passo é conhecer e interpretar o “outro” que pretende atingir: a forma de transmitir uma mesma mensagem é diferente dependendo do seu interlocutor, e para o público absorva o “discurso” do produto é necessário falar a “língua” dele.

Depois de bem alinhados a ideia e o público é mais fácil elaborar a mensagem, que deve ser a mesma em todos os canais em palavras, cores ou formas. Cartão de visitas, campanha publicitária, redes sociais, embalagem e todos os outros itens que compõe seu produto precisam ser coerentes entre si. A criação de uma identidade não é só para grandes marcas, não é secundária e não custa caro. Uma identidade forte funciona como guia tanto para criar todos os elementos do produto como para orientar o planejamento financeiro.

Parece caro, mas pensar o produto como um todo tem como um dos objetivos a economia. Quando planeja-se de forma coerente e integrada todos esses aspectos, é muito mais fácil distribuir o otimizar o orçamento independente de qual seja. Um bom planejamento de marca serve tanto para destacar sua ideia como para definir prioridades e evitar investimentos em áreas e momentos “errados”, fazendo o dinheiro render mais.

Sabemos que o mercado não está em seu melhor momento, mas vale a pena refletir  e repensar seu produto em toda sua complexidade, buscando encontrar pontos fortes a destacar e fracos a melhorar. Às vezes uma nova marca, outras uma embalagem mais adequada ao público definido ou até uma nova maneira de redigir suas publicações podem fazer toda a diferença.

O Ivy Lemes Escritório de Moda presta consultoria criativa e de planejamento para pequenas marcas do setor de forma presencial ou online. Entre em contato comigo e conheça esse serviço.

(Imagem: Visual Hunt)

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Curso | Styling no Marketing de Moda

O styling é uma ferramenta essencial para tornar produtos mais atraentes e melhorar a performance de vendas. No mercado da moda é importante criar imagens que, além de bonitas, atraiam a atenção e despertem o desejo do público.

No dia 03 de dezembro vou ministrar, no Villa Coworking, o curso Styling no Marketing de Moda. Será um sábado todo para apresentar e discutir formas de estudar e pensar a criação de imagens de moda com foco em vendas, seja na produção de desfiles, catálogos, look books, fotos para redes sociais até a concepção de vitrines.

Além de estudantes de Moda que desejam atuar nas áreas de produção de moda, marketing e visual merchandising, e designers que desejam ampliar seus conhecimentos a fim de aprimorar o material de divulgação de suas marcas, o conteúdo é interessante para varejistas que buscam elaborar suas vitrines e displays de forma mais assertiva, e profissionais de marketing e fotografia que atuam com empresas de moda.

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