Comportamento, Livros, Moda

Organize e otimize

Ainda encantada com as mensagens e ensinamentos do livro A Mágica da Arrumação, compartilho por aqui dicas práticas da Marie Kondo para organizar (e consequentemente otimizar) o closet. Em um breve resumo para quem não conhece o livro, e o método KonMari de organizar, Marie Kondo começa sua “mágica” pelo descarte e revela (e incentiva) a relação emocional com o que temos tanto para conservar como para descartar o que já nos fez feliz e pode servir ao outro, mantendo-se vivo ao invés de permanecer encostado no guarda-roupa.

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Para descobrir o que ainda faz sentido para você (o que serve), a dica é colocar todas as suas roupas em cima da cama e olhar para elas “como se estivesse selecionando itens na vitrine da sua loja favorita“. Começar pelos itens que não estão em uso atualmente, ou seja, as peças de outras estações, segundo Marie facilita o processo: “como roupas de outras estações não são necessárias de imediato é mais fácil avaliar se trazem alegria ou não“.

Outra boa dica prática é uma ordem que coloco em prática no meu guarda-roupa: organizar as peças das pesadas para as leves, das claras para as escuras. Pode parecer bobagem, mas a organização visual (e aqui também entra, por minha conta, a padronização dos cabides) contribui para a visibilidade dos itens: nenhuma peça leve ficará “escondida” entre itens pesados, e as roupas claras não se perdem em meio às escuras.

Marie Kondo acredita que criar categorias como camisas de algodão, camisas de seda e blusas de malha, por exemplo, é mais eficiente do que separar as peças por ocasião de uso. Entendendo que muitos itens podem servir tanto a uma quanto a outra ocasião, concordo com o formato proposto que também contribui para não deixar itens esportivos bacanas, e que podem compor visuais casuais, por exemplo, esquecidos na “gaveta de academia”. Além disso, o ideal é ter todas às peças que forem possíveis à vista (ao invés de colocar itens de outra estação fora do campo de visão); afinal, vivemos com variações climáticas e ambientes que, com ar condicionado, pedem um “casaquinho” mesmo em dias de sol.

Acrescentando uma experiência pessoal, avalio que o descarte contribui para a assertividade do visual. Já saí de casa com a roupa errada por insistir em usar uma peça encostada pelo simples fato de não deixá-la encostada, mesmo quando já não representava mais o meu estilo (de vida e de ser). Para quem, como eu, escolhe o look com pressa, manter só o que realmente faz sentido diminui muito as chances de errar no visual.

Não importa onde guarde suas peças, uma regra comum é: de vez em quando, abra as gavetas ou portas dos armários para deixar entrar um pouco de luz e ar. Passe as mãos peças roupas. Faça com que saibam que você se importa com elas e que anseia por usá-las novamente. Essa comunicação mantém as peças vibrantes e faz o relacionamento de vocês durar mais“. (Marie Kondo)

(Imagem:  jamelah via Visual Hunt)

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Peça perdão às suas meias

Você já fez algo que acreditava ser bom e depois percebeu que sua atitude magoou alguém? Isso é mais ou menos o que fazemos com as nossas meias“. A frase da especialista em organização Marie Kondo no livro A Mágica da Arrumação é seguida de um relato. Durante o trabalho de organização na casa de uma cliente, Marie Kondo deparou-se com as tradicionais bolotas feitas para enrolar e guardar meias.

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Apontei para as bolotas de meias e perguntei: “Olhe bem para isso. Elas deveriam estar descansando. Você acha mesmo que elas conseguem descansar assim”? É isso mesmo. As meias e meias-calças guardadas na gaveta estão de férias. Levam uma surra no trabalho do dia a dia, aguentando a pressão e a fricção para proteger seus preciosos pés. O tempo que passam no armário é a única chance que elas tem de descansar. Mas se estiverem enroladas como bolas ou com um nó no meio ficarão em estado permanente de tensão, com o tecido esticado e o elástico distendido. Enroladas assim, rolam e batem umas nas outras toda vez que se abre e fecha a gaveta. Aquelas que têm a infelicidade de serem empurradas para o fundo da gaveta geralmente são esquecidas por tanto tempo que o elástico afrouxa sem possibilidade de recuperação. Quando o dono enfim repara nelas já é tarde demais e são renegadas à lixeira. Pode haver tratamento pior“?

O trecho acima ilustra a linda relação de Marie Kondo com as roupas e objetos. Muito além de técnicas de organização, o método KonMari nos motiva a trabalhar o desapego, essencial para manter a casa em ordem, de forma pessoal, e revela como o vínculo emocional com os objetos não impede o descarte (muito pelo contrário).

Mais que isso, o livro A Mágica de Arrumação é repleto de ensinamentos sobre como nossa casa fala sobre nós e sobre como olhar para esse entorno com carinho é transformador. Certamente esse livro ainda renderá bastante assunto por aqui, mas, por ora deixo dois conselhos: peça perdão às suas meias e passe a ver o que veste como mais que pedaços de tecido. Além de cuidar melhor do que tem, isso com certeza irá redirecionar as novas escolhas.

• Da relação com o que visto…

Nasceram as golas da primeira coleção de slow fashion que leva meu nome. A ideia, entre outras, é instigar a interação com o acessório: vista, tire, mude o modo de usar, coloque sem pensar e descubra uma nova possibilidade. Toque, sinta a textura e use a seu modo, transmitindo sua energia e humor para aquilo que veste.

Com três variações de cores em coleção limitada, conto mais sobre esse novo produto na aba ETIQUETA (clique para acessar). As peças são produzidas artesanalmente sob demanda.

(Imagem: Visual Hunt)