Comportamento, Moda

O que vestir?

Nossa relação com o que vestimos é mais íntima do que imaginamos, mesmo quando não nos damos conta disso. Há quem diga que nosso visual conta “quem somos”. Particularmente, acredito que ele seja um reflexo mais próximo do “como estamos”.

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A imagem pessoal é valorizada no âmbito social e corporativo: já ouviu o conselho que diz para nos vestirmos para o cargo que desejamos ocupar independente daquele que ocupamos? Apresentar-se de forma a mostrar postura e visual condizentes com postos mais altos é uma boa estratégia, porém, a vontade de “aparecer” é o primeiro passo para ultrapassar os limites da adequação.

Uma imagem fake tem tudo para surtir o efeito contrário. Será que o seu visual não está revelando desequilíbrio e falta de personalidade ao invés de segurança e objetivo? Essa auto análise é extremamente importante em tempos onde grande parte das “inspirações” são donas de rotinas incompatíveis com o dia a dia da maioria das mulheres (para não citar a quantidade de “looks do dia” que são meros figurinos para foto).

Repleta de possibilidades, a moda oferece opções que abraçam elegância, segurança e conforto ao mesmo tempo. De nada adianta uma bolsa da moda “estufada” por não comportar suas necessidades diárias, ou um belo sapato de salto fino “machucado” pela calçada. Entre os clichês da Consultoria de Imagem, fico com o “compre roupa para a vida que você tem, não para a que deseja ter” que sabiamente contribui para a construção de um guarda-roupa prático e inteligente. Seja qual for o seu estilo, lembre-se que antes de gritar seus ideais ele precisa conversar, e se entender, com o seu modo de viver.

(Imagem: Visual Hunt)

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Comportamento, Moda

Roupa objetiva

A utilidade de uma mensagem está condicionada ao seu entendimento. Não só no campo da linguagem. Obras de arte só são apreciadas quando fazem sentido para quem vê. Objetos só são vendidos quando mostram-se vantajosos. Com o que vestimos não poderia ser diferente.

Que “a roupa fala” já sabemos. E que essa voz afeta nossa carreira e é capaz de direcionar relações sociais também. Porém, mais que auto compreender-se  e saber traduzir tal essência na vestimenta, a mensagem precisa ser entendida pelo outro. Para isso, é necessário transmitir, através dessa “carta de apresentação” formada por tecidos e acessórios (e cabelo e maquiagem e postura), um discurso claro.

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Uma comunicação visual persuasiva não é necessariamente minimalista, mas capaz de encaixar elementos de maneira coerente como um texto com início, meio e fim que traz frases diretas e sem duplo sentido, mesmo ao unir termos coloquiais e técnicos. Na  série documental Abstract: The Art of Design, o arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels ilustra a importância da “estética fácil” quando explica, sobre seu trabalho, que “por mais cuidadosamente pensados, refletidos, discutidos, projetados e testados” sejam os projetos “quando você os vê, precisam parecer simples“.

Na moda, a nova-iorquina Iris  Apfel é um bom exemplo:  seus visuais repletos de referências e elementos impactantes anunciam, logo de cara, quem é Iris. Somos até capazes de  intuir de onde ela vem, o que e como ela faz, e nessa análise é possível perceber a quantidade de barreiras que podem ser quebradas através de uma produção cujo resultado final é acessível.

Leve a reflexão para a frente do espelho, desafie-se a explicar o seu próprio visual e avalie se a tradução corresponde ao roteiro original. Em meio à rotina atribulada, principalmente no universo corporativo, sai na frente quem é facilmente assimilado.

(Imagem: Visual Hunt)