Beleza

Três, três e três de beleza

Para voltar a publicar sobre produtos de beleza, uma nova olhada (e um novo olhar) para os meus essenciais mostra menos produtos melhor aproveitados. Entre eles selecionei nove, separados em trios: três produtos que não dispenso ao acordar, três itens de maquiagem para o dia a dia e três itens para manter os lábios hidratados.

No cuidado com a pele, meus aliados são produtos específicos para peles sensíveis: o sabonete de alta tolerância Effaclar, da La Roche-Posay, o tônico da linha Sensi Solution, da Adcos, e o hidratante com fator de proteção solar Hydrance Optimale, da Avène, nessa ordem. O hidratante facial Hydrance Optimale possui fórmula livre de óleos, e é o melhor produto que já experimentei com fator de proteção solar. Dicas matinais extras: gelo,para desinchar, e soro fisiológico para limpar o rosto.

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Minha maquiagem diária resume-se a três itens (ou dois!): o lápis para sobrancelhas, da Vult (cor universal), a máscara Hypnôse Drama, da Lancôme, e o lápis para olhos com esfumador da Kiko (cor 04 / Pearly Brown), sobre o qual já comentei no post sobre compras de beleza na Itália e em Paris (aqui). Embora não use o lápis todos os dias, ele é um coringa que pode ser utilizado ora rente aos cílios inferiores, ora delineado ou esfumado na pálpebra móvel para “efeito sombra”. Por ter textura cremosa, quando aplico rente aos cílios inferiores finalizo com uma sombra da mesma cor: o acabamento fica mais bonito e a maquiagem dura mais.

Com lábios frequentemente ressecados (e ressecáveis ao menor sinal de ar condicionado), sou “testadora” de produtos para manter a hidratação deles. Entre diferentes balms o clássico Baby Lips, da Maybelline, para todo dia, e o Kelyane HD, da Ducray, para reparar com mais intensidade, são meus favoritos do momento. Má notícia: comprei o Kelyane HD na Farmacity, em Buenos Aires, e até agora não o encontrei por aqui. O mais “potente”: Bepantol, essa maravilha que repara enquanto durmo e que também suaviza olheiras. Vale ter na necessaire pra sempre!

(Imagens: reprodução)

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Beleza, Comportamento, Moda

Pouca maquiagem

Visuais clean são uma das principais apostas de beleza. Embora as passarelas e capas de revista simulem a “cara lavada” muitas vezes com a mesma quantidade de produtos usados usados para criar uma maquiagem colorida, a proposta de naturalidade entra em cena para acompanhar os visuais descomplicados que estão em alta e, acima de tudo, a busca por um lifestyle mais leve.

De carona no (in)consciente coletivo, e priorizando a saúde da minha pele, abri mão de uma série de “indispensáveis” de maquiagem nos últimos anos. Mais que repensar minhas escolhas, essa mudança de hábito tem a ver com uma nova forma de entender a beleza (a minha e a dos outros) e com um novo olhar sobre regras que não fazem sentido: a relação obrigatória entre estar arrumada e estar maquiada, por exemplo.

madamefigaro

Meses atrás a participante de um programa que promove mudanças no visual informou que não fazia uso de base no rosto. Atendendo à proposta de transformação, a moça topou experimentar o produto mas não deixou de afirmar, após a aplicação, que preferia sua pele sem base. Em seguida, em depoimento individual, a maquiadora disse não entender “como alguém pode não gostar de ver sua pele mais bonita“. Pergunto: quem é que definiu esse conceito único de “mais bonito”?

Eu sou do time que, muitas vezes, acha o “antes” mais bonito que o “depois” em tutoriais de maquiagem; e entre meus itens de beleza diários a base líquida foi o primeiro a perder espaço. Sim! Acho minha pele mais bonita sem ela. Substituída por um produto em pó e mineral, bem menos agressivo, a nova base não tem “alta cobertura”. Cobrir o que e para quê, se minha pele limpa nunca trouxe incômodo algum? Não estou fazendo campanha contra a base. Mas essa obrigatoriedade de “pele uniforme”, como se a ausência de “reboco” fosse sinônimo de desleixo, é cafona.

Indo além, o título desse post não refere-se apenas aos produtos de beleza. O questionamento vale para toda a “maquiagem” que nos é exigida acompanhada de argumentos rasos.  Em um exemplo pessoal, como profissional de Moda cansei de ouvir que preciso estar sempre com o look impecável: “vai que” algum potencial cliente me conhece sábado a tarde no mercado e eu não estou “com cara” de profissional do mundo fashion?

Poupem-me! A reputação profissional de ninguém é abalada por um moletom com chinelo na fila do pão. Não usar base não quer dizer não gostar de estar bonita. Preferir “cara lavada” não é falta de cuidado. Alternar dias com maquiagem e dias sem maquiagem é, inclusive, uma das minhas maneiras de cuidar da pele.

Tudo isso para voltar a falar sobre beleza, agora sob novos ângulos. Recentemente enquanto reorganizava as categorias do blog notei a ausência de publicações sobre o tema, antes mais frequente. Estou menos vaidosa? Pelo contrário. A vaidade só aumentou, mas a maneira de entendê-la mudou. Pouca maquiagem, e cada vez mais satisfação com o que reflete o espelho. Espero em breve compartilhar novas práticas, produtos e hábitos de beleza pé no chão.

A imagem que ilustra o post é do editorial Quoi de neuf beauté, da Madame Figaro (setembro de 2017).

(Foto: Pawel Pysz)