Moda, Negócios

Não troco likes: O real alcance dos nossos projetos

Um amigo músico comentou sobre o hábito de “trocar likes” entre bandas e projetos e como isso, no fim das contas, não leva a nada. Essa observação vale para qualquer negócio. E também diz respeito a avaliar o sucesso pelo número de curtidas, ao invés de considerar envolvimento e resultado.

Quando “faço amigos” em redes sociais cujo perfil pode se interessar pelos meus projetos ou fanpages que gerencio, convido para curtir. Percebo, porém, que algumas pessoas curtem para ser curtidas, e “descurtem” quando percebem que eu não “dei like” em sua página de roupas para pets, dicas para mães ou outros assuntos que não me interessam.

Primeiramente, meu convite para curtir é apenas um convite. Não sinta-se obrigado, pois eu não me sentirei a retribuir. Para mim é importante, como disse meu amigo, observar o “real alcance dos meus projetos”; e ver como e quem interage com o meu conteúdo. Resumindo: não me interessam “10K fãs” comprados (ou trocados). Prefiro dez “fãs” conquistados, que leem e beneficiam-se do meu negócio de alguma forma, para os quais minha fanpage é útil. Da mesma forma, não quero minha timeline repleta de publicações de páginas com temas que não se aplicam à minha rotina ou estilo de vida, ou com produtos que não tenho interesse em acompanhar/comprar seja pelo motivo que for. Já somos bombardeados de informações o tempo todo, e quanto mais eu puder filtrar melhor. De forma direta: não vou seguir o que não me acrescenta, e não quero que me siga caso meu negócio não lhe interesse. “Tá” tudo bem. Continuaremos amigos.

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Sabendo que trocar (e comprar) likes é uma realidade, avaliar empresas/profissionais pelo número de curtidas nem sempre lhe trará um parecer correto. Assim como trocar (e comprar) fãs não sustentará de forma sólida o seu negócio. Recentemente, prestando consultoria para uma pequena empresa de moda, notei que o dinheiro gasto comprando fãs era o que faltava para investimentos bem mais importantes no momento em que a marca estava: uma nova logo e melhorias no produto são alguns exemplos. Além disso, o “vício” em aumentar o número de seguidores dificultava uma avaliação real tanto do público que a empresa pretendia alcançar como de quais estratégias eram efetivas para o que mais importa: vender o produto. Será que “esse tanto de K” estava de fato interessado naquelas peças?

Obviamente existem casos específicos onde os números valem mais que outros fatores. Mas arrisco dizer que a maioria das pequenas empresas não vai crescer priorizando o número de seguidores, sem ao menos ter um bom produto ou saber quem são eles, o que querem, como abordá-los… Concentre-se (e invista) em criar qualidade (no produto e no conteúdo) e relacionamento. Verdadeiros “fãs” não são comprados ou conquistados do dia para a noite, mas são eles que farão do seu negócio um sucesso.

Ivy Lemes Escritório de Moda presta consultoria criativa e de planejamento para pequenas marcas do setor de forma presencial ou online. Entre em contato comigo e conheça esse serviço.

(Imagem: Visual Hunt)

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Moda, Negócios, TV & Cinema

Mr. Selfridge

Em 1909 a loja de departamentos Selfridges abriu as portas em Oxford Street, em Londres. Contrariando opiniões pessimistas da imprensa e a desconfiança dos investidores da época, Harry Selfridge estabeleceu novos padrões para o varejo e tornou-se um dos empresários mais respeitados do Reino Unido. Em 2013, a série que conta a história de Harry Gordon Selfridge, idealizador e fundador da loja, estreou no país e conta atualmente com três temporadas (teremos a quarta?).

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Mr. Selfridge é inspiradora não apenas para quem trabalha com moda e varejo. O empresário que dá nome à série, interpretado por  Jeremy Piven, é um exemplo de pensamento empreendedor e liderança, e a nova forma de consumir impulsionada por seu empreendimento no início do século XX transformou a história do varejo.

Além do personagem tema, a série mostra o papel da publicidade e da imprensa, do vitrinista, dos concorrentes (ainda na primeira temporada, Harry Selfridges adota uma estratégia improvável para sua empresa visando combater um possível rival comercial), e fala sobre a vinculação da marca aos líderes de opinião e à realidade política e social do momento: através de uma vitrine, a Selfridges apoiou as sufragistas em Londres.

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As três temporadas estão disponíveis no Netflix e para deixá-los com mais vontade de assistir, uma frase do personagem Henri Leclair, o primeiro vitrinista da Selfridges, sobre o papel do seu trabalho: “Não visto mulheres como os estilistas. Visto espaços. Cada vitrine da Selfridges será como uma pintura, e as pessoas que virem se imaginarão na história apresentada“.  O fato da autora desse texto ser visual merchandiser é mera coincidência, claro.

(Imagens: reprodução)

+ | Dica de leitura: A história e mais sobre a Selfridges (aqui) no site Mundo das Marcas.