Moda, Viagem

O museu de Moda de Buenos Aires

Criado em 1972, a coleção de peças do Museo Nacional de la Historia del Traje conta com modelos do final do século XVIII até os dias atuais e dedica-se a “recriar o mundo sugestivo da moda” ligando o vestuário à arte ao contexto social de cada época com particular ênfase para a história da Argentina.

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Com um acervo que  renova-se periodicamente, “com o duplo objetivo de manter o interesse do visitante e preservar o material exposto”, o museu de Moda de Buenos Aires vale a visita. O percurso em ordem cronológica mostra detalhes regionais de peças de diferentes épocas e há uma sala dedicada a peças de Eva Perón. Além disso, o Museo Nacional de la Historia del Traje é uma oportunidade de conhecer criadores locais pouco comentados como Medora Manero.

A entrada é franca e o espaço também conta com uma biblioteca especializada em História Social do Traje e da Moda com mais de 3000 livros, catálogos, revistas e pastas temáticas para consulta.

(Foto:  Ministerio de Cultura de la Nación)

Decor, Design, Moda, Viagem

Vá com tempo! Editor e Morph

Os displays que misturam decoração, aromas e moda me atraíram para dentro da Editor, em Buenos Aires. A loja, que não aconhecia até então, traz exposições que misturam diferentes categorias de produtos em uma espécie de exposição temática (adoro!) e composições de cores e elementos inspiradores. Segundo o site da marca, a proposta da “multi-categoria” Editor é criar um “espaço dinâmico em constante movimento e transição” com produtos selecionados por uma cuidadosa curadoria (daí o nome Editor).

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Marcas locais (a Cher. é uma delas) e importadas, como Lacoste, dividem espaços nas araras da marca em pisos que criam composições com diferentes categorias de produtos de forma harmoniosa sem cair em “estilos de vida” estereotipados. No piso inferior, um espaço dedicado à produtos descontinuados com desconto; e na perfumaria, que conta com grandes marcas importadas como Givenchy, Chanel e Giorgio Armani, painéis interativos permitem explorar o variado “estoque” de cada uma delas e acessar informações sobre os produtos a um toque.

O toque de arte, dos produtos de marcas diferenciadas e do visual merchandising, e a inserção da tecnologia no ponto de venda para, segundo o site da Editor, atender à crescente necessidade por mais informações com um toque de entretenimento, faz da loja uma visita imperdível. Vale a pena explorar cada detalhe em um dos três endereços em Buenos Aires.

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No visual merchandising da Editor, diferentes tipos de exposição e mobiliários tornam o ambiente interessante e permite a valorização de diferentes categorias de produtos

Com diversos pontos de venda espalhados pela capital argentina, a Morph é outra parada obrigatória para os apaixonados por design e decoração. Objetos funcionais nada convencionais, itens decorativos e papelaria charmosa misturam-se nos displays da loja, que criam sugestões interessantes para transformar seu lar em uma “casa do Pinterest”.

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A Morph traz composições de produtos dentro de um mesmo estilo para nos deixar com vontade comprar tudo

Com opções para diferentes estilos, a Morph é uma daquelas lojas onde você descobre que precisa de objetos que não sabia que existia. Além de marcas conhecidas como a Ubra e itens da linha retrô da Coca-Cola, a Morph possui produtos de linha própria (destaco os puxadores charmosos para repaginar aquele móvel antigo que perdeu a graça). Dica: visitar a Morph do Buenos Aires Design, aproveitando para conhecer outras lojas de móveis e decoração do shopping.

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Puxadores individuais, na Morph, para customizar móveis com detalhes iguais ou composições cheias de personalidade com desenhos diferentes

(Fotos: acervo pessoal)

Moda, Viagem

Marcas locais, outlets e feiras em Buenos Aires: o que vale a pena

Comprar em Buenos Aires já foi mais divertido. Se em outras épocas encontrei uma boa variedade de produtos em couro, com preço justo e qualidade, em minha última visita à capital argentina os produtos locais de artesãos e pequenas marcas não me surpreenderam. O que vale a pena: grifes nacionais e seus outlets.

 

Repleta de estampas marcantes, peças alinhadas com as principais tendências e detalhes e acabamentos diferenciados, as marcas Cher. e Rapsodia são endereços imperdíveis para apaixonados por moda em Buenos Aires. A primeira delas, fundada em 2001 com o nome Maria Cher (da sua criadora Maria Cherñajovsy), traz um mix bem equilibrado de itens da temporada e peças clássicas revisitadas: na coleção de inverno 2017, não faltam peças em jeans com bordados e patches e calças de alfaiataria com detalhes esportivos. As estampas da grife, apesar de multicoloridas, trazem cartelas de cores versáteis e fáceis de combinar e estampam, além das peças de roupa, lenços e bolsas perfeitos para atualizar visuais neutros.

 

Longe de looks com poucos detalhes, a Rapsodia constrói sua personalidade a partir da fusão de culturas e referências com um estilo “boêmio, romântico e roqueiro”. Em composições que misturam uma variada gama de texturas e cores, os pontos de venda da marca nos convidam a explorar com calma e atenção a cada detalhe (da decoração da loja às peças); e suas campanhas e lookbook são excelentes referências para misturar estilos.
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Cher. e Rapsodia não são marcas para quem busca preços baixos. Mas, assim como outras grifes locais, a Rapsodia possui um outlet na Calle Aguirre (Calle Aguirre, 729), onde também estão outlets de marcas como Puma e Tommy Hilfiger, e onde funciona o outlet da Paula Cahen D’Anvers (Calle Aguirre, 875), outra marca argentina que vale a pena conhecer.

Desde 1994 no mercado, Paula Cahen D’Anvers mistura liberdade e sofisticação com itens clássicos inseridos em propostas inovadoras. Uma loja para quem busca peças confortáveis em tecidos nobres e modelagem e acabamentos impecáveis. Os blazers, em diferentes cortes, com cores neutras e mix de texturas, e os casacos clássicos são  ótimas escolhas para enriquecer looks com tênis.
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Além da região da Calle Aguirre, a Avenida Córdoba concentra outros outlets incluindo a loja da Materia (Av. Córdoba, 4502). A marca é uma boa pedida para encontrar “jeans e camiseta”, além de suéteres e cardigãs para completar visuais casuais.

 

Na Avenida Córdoba estão também os outlets da Ayres, Como Quieres Que Te Quiera e da Levi’s. De maneira geral, vale a pena garimpar nas lojas das marcas locais: mesmo em outlets, os preços da Levi’s e de outros nomes internacionais, como Lacoste e Adidas, estão muito similares aos valores praticados Brasil (com alguns itens mais caros). Mas, minha maior decepção no quesito compras em Buenos Aires foi com as Feiras de “Artesanato”…

 

Como adiantei no início dessa publicação, infelizmente a “versão 2017” da Feira da Recoleta (ou Feira da Plaza Francia), apesar de contar com alguns expositores de itens de couro com preços melhores que os nossos, não traz mais a mesma variedade e muitos produtos “chinocas” (a maioria) misturam-se ao artesanato local. Com relação às bolsas, alguns modelos diferenciados por fora pecam no acabamento e na qualidade dos metais, o que faz com que não valham o preço.

 

O mesmo acontece na Feira de Palermo Soho e seus arredores. Localizada em um bairro conhecido por abrigar artistas e novos designers, além da feira propriamente dita, montada na Plaza Serrano, diversos edifícios ao redor abrem suas portas para expor trabalhos de criadores locais. Porém, a promessa da sinalização na entrada não é cumprida. O que mais vi nos espaços foram produtos made in Asia que repetiam-se em outro expositor só mudando a etiqueta. Além disso, diversas falsificações de Chanel e Gucci e roupas encontradas no Centro da cidade, em lojas assumidamente fast fashion, com preços mais altos por estarem nas ruas de Palermo.
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Conclusão: Buenos Aires já não é mais um bom destino de compras para quem busca qualidade e preço baixo. As boas marcas locais tem seu preço, e seus outlets podem render ótimos achados, mas a qualidade dos produtos artesanais e as araras de fast fashion que tentam se passar por diseñadores locales foram uma grande decepção.

 

• E a Farmacity?

 

Aficionadas por compras de beleza como eu certamente colocam a Farmacity no roteiro ao planejar uma viagem à Buenos Aires. Dessa vez comprei apenas um creme para mãos da marca Farmacity ($ 30,50) e um bálsamo labial da francesa Ducray ($ 166). O restante, cosméticos e maquiagens, mesmo à preço de euro, valem mais a pena na Europa (ou no Brasil mesmo). Com relação ao duty free do Aeroparque Jorge Newbery (AEP) digo o mesmo: muitos produtos equivalentes ou mais caros que na Sephora Brasil.

 

(Imagens: divulgação e acervo)
Moda, Viagem

Fazendo as malas | Menos é mais

Há algumas semanas publiquei em meu Facebook pessoal uma foto da minha mala de viagem para dez dias, incluindo a roupa do voo de ida, com apenas dez peças de roupa, três calçados e uma bolsa. Com essa seleção de peças (sem contar acessórios e roupa de banho), consigo montar mais de quinze looks; ou seja, o suficiente para uma viagem que não inclui ocasiões que exigem uma produção elaborada.

Apesar de trabalhar com consultoria de estilo, nunca fiz nenhum curso para montagem de malas. Aprendi a fazer malas compactas viajando. Sofrendo com as malas extras e carregando muito peso no aeroporto. Portanto, o que divido por aqui é fruto da minha experiência e felicidade de conseguir viajar bem mais leve, levando o suficiente para poder trazer o que comprei no destino (e que também pode incrementar os visuais durante a viagem) sem precisar de mais um volume e sem pagar bagagem extra.

Para ilustrar selecionei peças em diferentes modelos dentro de um estilo coerente, mas vale ressaltar que essa não é uma lista padrão a ser seguida: sua mala e seu estilo são únicos, e não há nenhum molde fechado para elaboração dela. A ideia é mostrar uma forma de pensar na construção da mala, que deve ser adaptada de acordo com o seu estilo, preferências, objetivos, ocasião da viagem, destino etc.

Consultar a previsão do tempo é o primeiro passo. Apesar de possibilidade de imprevistos climáticos, esse dado serve como guia na seleção de itens. O segundo passo é restringir a cartela de cores e eliminar roupas com efeito visual similar: leve peças que combinam entre si mas evite várias roupas com a mesma cor e proporção (exemplo: short e saia preta) para conseguir produzir visuais com outra “cara” sem precisar de muitas opções.

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O número de tops (partes de cima) deve ser superior ao número de bottoms (parte de baixo), e contar com peças que podem ser usadas sozinhas ou em sobreposição é uma ótima ideia. A camisa jeans, por exemplo, pode ser usada tanto fechada como aberta sobre outra peça ou amarrada na cintura para incrementar um terceiro look.

Além desse, outros truques de styling contribuem para adaptar peças em diferentes visuais e ocasiões durante a viagem: a calça de alfaiataria ganha um toque informal com a barra dobrada em um visual hi-lo com camiseta e chinelo. E por falar em camiseta, t-shirts que combinam estampas fáceis de coordenar com tecido que não amassa são verdadeiros coringas na mala de viagem.

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Peças lisas e neutras também valem muito na mala de viagem, e elas não precisam ser sem graça. Experimente começar a construção da mala com roupas sem estampa mas com texturas diferentes. Esses itens levam informação de moda para o visual mesmo quando ele é composto apenas de peças lisas.

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Ao invés de levar peças que cabem apenas a uma ocasião (quando sua viagem não inclui eventos específicos, claro), selecione acessórios capazes de transformar um look casual em um visual interessante para um happy hour por exemplo. Uma clutch bordada ou com brilho, um maxi colar ou brincos grandes ocupam pouco espaço na mala e tem “impacto” na produção. Dica! Use a clutch como porta acessórios ao invés de adicionar mais um volume para transportar brincos e outros itens pequenos.

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Mais um motivo para evitar muitas peças de uma só cor na mala de viagem: Cores diferentes de peças lisas criam visuais super interessantes e são uma chance de experimentar composições com três ou mais tons. Além do exemplo abaixo, preto, cinza, azul e vermelho; ou branco, bege, amarelo e rosa funcionam bem juntos.

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Vestidos estampados com tecidos e modelagens versáteis, que possam ser usados tanto com tênis como com salto alto, com ou sem cinto, durante o dia e à noite valem a pena. Ao invés de levar um vestido de malha para o dia e outro com detalhe bordado para jantar, cogite a possibilidade de apenas um em tecido nobre com poucos detalhes e cores.

Durante o dia, combine com uma peça casual, como a camisa jeans (sobreposta ou amarrada na cintura), e à noite com um cardigã longo (casaqueto ou jaqueta de couro), acessórios “ricos” e salto alto.

Minha mala, nessa ocasião, não incluiu nenhum sapato de salto, mas a dica para quem não dispensa calçados altos segue a mesma ideia: Escolha um modelo que combine com a maior parte dos itens que está levando. Um cinto diferente é um acessório precioso pois além de trazer um detalhe diferenciado para o look, ele possibilita “alterar” o comprimento da peça e utilizar o vestido de diferentes maneiras mesmo quando sozinho (cintura alta e marcada ou cintura baixa).

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Quer levar aquela peça estampada favorita? Pense em sua cartela de cores a partir dela. Escolha os neutros que combinam com as cores que predominam nesse item para poder usá-lo de diferentes maneiras.

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Em dúvida sobre qual estampa levar? Opte por desenhos que combinem com diferentes “famílias” de neutros: jeans, preto e cinza e branco + tons terrosos, por exemplo. E já que o assunto são tons terrosos, essas tonalidades são as mais indicadas para a escolha da bolsa de viagem, pois combinam tanto com cores escuras como com tons claros. MALA-DE-VIAGEM-9

(Imagens: divulgação / Edição de looks: Ivy Lemes)

+ | Leia também o post Fazendo as malas, publicado em outubro de 2014, com algumas dicas para arrumar a bagagem.

Viagem

Itália de trem

Um dos temas sobre os quais mais busquei informação antes de partir para a Itália foi viajar de trem pelo país. Embora seja um assunto bem comentado em sites e blogs de viagem, vou compartilhar por aqui minha experiência e dicas para explorar a Itália através dos trilhos.

Quem desembarca no aeroporto Leonardo Da Vinci (FCO), em Roma, pode chegar ao centro da cidade de trem: o Leonardo Express parte do aeroporto a cada 15 minutos e chega à estação Roma Termini em 30 minutos. Optei por adquirir o bilhete (14 €) em uma máquina, onde basta colocar a opção de horário em que deseja sair do terminal, pagar e retirar a passagem (que também pode ser adquirida em uma bilheteria da Trenitalia).

Dica: Caso tenha algum outro compromisso no aeroporto antes de embarcar para o Centro como eu, que precisava retirar meu Roma Pass, escolha um horário com “folga”. Devido à fila no espaço do Roma Pass, quase perdi o trem. Além disso, o aeroporto é grande! E demorei um pouco para me localizar e encontrar a estação ferroviária, localizada no segundo andar do Terminal 2.

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Leonardo Express: do aeroporto Leonardo Da Vinci até o centro de Roma

• Comprar aqui ou lá?

Antes de embarcar para Roma, adquiri alguns bilhetes de trem para viajar pela Itália (de Roma para Florença, por exemplo) pela internet. Não faça isso! Preferi me adiantar e não correr o risco de ficar sem bilhete para a data que programei chegar em cada cidade e paguei, literalmente, por isso. As taxas cobradas em meu cartão de crédito praticamente dobraram o valor do trecho.

“Ah, mas você poderia ficar sem passagem caso deixasse para comprar em cima da hora”. Não! Existem inúmeras opções de trechos, datas e horários para explorar a Itália à bordo de um trem italiano de alta velocidade e é muito fácil comprar seu bilhete nas máquinas da Trenitalia presentes nas estações (em Milão, comprei meu bilhete para Veneza um dia antes de embarcar). Importante: Nas máquinas não há português entre as opções de idioma. Vale a pena: Visitar o site da Trenitalia para pesquisar opções de trechos e valores.

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Escolha o trecho e compre de maneira rápida (e sem taxas) através das máquinas

• Seja pontual e tenha o bilhete em mãos

Viajar de trem é fácil, rápido e confortável. As estações são bem sinalizadas e as viagens pontuais. Nas poucas vezes em que vi atrasos sinalizados nos painéis eram de 5 a 10 minutos. Por isso, não se atrase!

No bilhete impresso pelas máquinas constam todas as informações que precisa: data, horário, estação de partida (partenza) e chegada (arrivo), vagão (carrozza) e poltrona (posti), e as bagagens podem ser acomodadas no início/final de cada vagão ou sobre a poltrona. Não jogue fora ou guarde o bilhete em um local de difícil acesso, pois os fiscais o solicitam durante a viagem para conferência. Os trens da Trenitalia contam com serviço de bar e wi-fi grátis (é necessário fazer um cadastro através do próprio aparelho onde utilizará a internet).

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Da janela do trem: chegando em Veneza

(Fotos: acervo pessoal)

Viagem

Quatro dicas de quatro cidades italianas | Veneza

Com paisagens únicas e encantadoras, Veneza traz paz! Muito mais que passear pelos canais à bordo das gôndolas, explorar a cidade a pé é sensacional. Descobrir e se encantar com as estreitas ruas úmidas que acabam em um canto florido com pequenas embarcações enche o coração de felicidade. Aliás, foi em uma dessas caminhadas sem destino que descobri uma das delícias que divido por aqui: a Libreria Acqua Alta.

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• Conhecer e degustar no Caffè Florian

A mais antiga confeitaria de Veneza abriu as portas em 1720 com outro nome, mas o nome de seu primeiro proprietário, Floriano Francesconi, foi o que a tornou conhecida. Com uma arquitetura e decoração tradicionais e luxuosas, o clima do Caffè Florian não é diferente: com mesas ao ar livre na bela Piazza San Marco e apresentações musicais, é fácil passar ao menos uma tarde toda por lá.

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Mesas ao ar livre no Caffè Florian

• Garimpar itens em vidro de Murano

De pequenos souvenirs, como brincos e espelhos de bolsa, a grandes vasos decorativos coloridos, o vidro de Murano está presente em utensílios domésticos, como espátulas e cortadores de pizza, e também em jóias. A matéria-prima leva o nome do arquipélago italiano onde é produzida, e Veneza está repleta de peças encantadoras no material tanto em feiras como em lojas de luxo. Tem vidro de Murano para todos os gostos e bolsos.

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Jóias com murano

• Visitar a Libreria Acqua Alta

Um ambiente tão interessante quanto caótico. Apaixonados por livros perderão horas entre as pilhas de livros em mesas, prateleiras, banheira e até dentro de uma gôndola na Libreria Acqua Alta. Apesar de parecer, tal exposição não foi feita ao acaso: ela serve para proteger os produtos quando as águas dos canais sobem e inundam a loja (o nome, Livraria da Água Alta, também não é por acaso). Além dos livros, belos postais e pôsteres para presentear. Prepare-se para sentir-se em um filme antigo e para encontrar gatinhos circulando em meio a tudo isso.

• Saborear a culinária local e a vista para o Grande Canal ao mesmo tempo

Em uma cidade tão atípica, passei horas caminhando e me perdendo entre as vielas e becos. Da mesma forma, era irresistível reservar tempo para uma refeição demorada, com direito à birra italiana, em um dos restaurantes com vista para o Grande Canal de Veneza. A dica é degustar uma massa com frutos do mar  no almoço, enquanto observa o movimento de turistas e das gôndolas em um dos pontos mais agitados da cidade, e um risoto com vinho ao final do dia, admirando o pôr do sol ao som de artistas locais.

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(Fotos: acervo pessoal)

+ | Leia também as publicações sobre RomaFlorença e Milão.

Beleza, Viagem

Maquiagens e cosméticos made in Italy + Boas compras de beleza na Itália e em Paris

Com saudades de falar sobre beleza, e satisfeita com a maior parte das compras feitas na Itália, volto a atualizar a seção de beauté com minhas aquisições made in Italy e mais um pouco.

A marca de maquiagens italiana Kiko, que abriu sua primeira loja por aqui no final do ano passado, foi minha primeira parada de beleza da viagem. Desde que uma amiga me presenteou com um duo de sombras da marca estava ansiosa para testar outros produtos, e em meu segundo dia em Roma visitei uma das muitas (muitas mesmo!) lojas da Kiko, e não parei mais. Não sei dizer em quantas “Kikos” entrei, e em cada uma delas descobri um produto ou desconto diferente. De lá vieram grande parte dos presentes que trouxe, além de diversos produtos da minha atual lista de favoritos.

Um deles é o corretivo laranja (8,95  €), indicado para neutralizar olheiras roxo-acinzentadas. Experimentei o produto na loja e adorei o efeito já na primeira aplicação: cor e textura suaves (fácil de espalhar) e uma boa cobertura. Tenho olheiras escuras e vale dizer que o produto não as cobre totalmente. Como esse não é meu objetivo, para suavizá-las é o suficiente.

Outro favorito é a sombra em bastão (6,95  €) que, bem pigmentada e muito prática, entra também para a lista de arrependimentos: arrependimento por não ter comprado outras cores! Não craquela, é suave, dispensa pincel e dura o dia todo (segundo a embalagem, ela dura oito horas). Eficiente tanto para maquiagens para o dia como para visuais noturnos, dependendo da intensidade. Mais produtos para os olhos que aprovei: a máscara de cílios extra volume Luxurious Lashes (7,95  €), o lápis delineador (5,50  €), que ficou de fora da foto mas aparecerá em breve por aqui, e o curvex da marca.

A dupla de lip scrub Velvet Lips + lip balm Kiss Balm (a caixa vermelha na foto da sacola) é excelente para esfoliar e hidratar os lábios, preparando-os para o batom. Quando o assunto é batom destaco os batons em lápis (3,95  €), mais um item de maquiagem super prático.

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A minha “sacola final” da Kiko

Visitei outras lojas de maquiagem, incluindo a Wycon Cosmetics que também tem coisas bacanas a preços amigos e onde comprei apenas uma escova de cabelo (essa!), mas fui econômica nos itens. Não uso muita maquiagem, e sempre prefiro gastar em cremes e outros cosméticos. Por isso, passei um tempo considerável em frente às prateleiras de beleza do Eataly, em Milão.

Em uma publicação sobre Milão comentei sobre o Eataly, um mercado italiano (com filial no Brasil, em São Paulo) que conta com uma seção de beleza super “recheada” de produtos italianos e muitos cosméticos naturais. No Eataly comprei uma água termal da Terme Di Lurisia, uma máscara facial de maracujá e um hidratante de tomate preto (!). Todos com preços interessantes (nas fotos é possível ver o preço de alguns itens) e naturais.

A máscara facial, da Dottoressa Reynaldi, me assustou um pouco na primeira aplicação: a pele fica com aspecto oleoso, mas basta alguns minutos para que a pele absorva o produto e fique super hidratada (não oleosa). O hidratante facial anti sinais, que me conquistou pela embalagem similar a de uma geleia, é meu creme de uso diário atual; e apesar da textura um pouco mais consistente que a do meu hidratante noturno (da Natura Chronos), é bem suave na pele (e o cheiro é delicioso).

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Cosméticos no Eataly, em Milão

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Lugar imperdível para apaixonadas por produtos de banho e cosméticos em Roma: a Farmácia Piazza Di Spagna. Comentei sobre ela no post sobre compras em Roma (aqui), e de lá trouxe um protetor solar (12,90 €) e um óleo (15 €) que pode ser usado tanto no cabelo como no corpo. Ainda não testei o produto nos fios, mas no quesito hidratação corporal é maravilhoso!

Foi também em Roma, mais precisamente na estação Roma Termini, que comprei alguns produtos da marca francesa Yves Rocher. O demaquilante bifásico (6,90  €) é um dos melhores removedores de maquiagem que já experimentei: limpa mesmo e não extrapola na oleosidade. Outro aprovado da Yves Rocher é o gel refrescante Hydra Vegetal (13,90  €), para atenuar bolsas e olheiras e deixar uma sensação refrescante na área dos olhos pela manhã. Em Curitiba, a loja da marca fica no piso superior do Park Shopping Barigüi.

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Em Paris, algumas compras na Sephora. Como grande parte das aquisições são produtos já bem conhecidos, destaco dois itens que comprei pela primeira vez e que vale a pena adquirir por lá: a base mineral da bareMinerals (31,50 €), que parece não estar mais disponível nas lojas brasileiras, e o Surf Spray capilar da Bumble and Bumble (15 €), pois nunca vi para vender por aqui. Não apenas a base mas todos os produtos da bareMinerals são uma excelente escolha para “portadoras” de peles sensíveis e o Surf Spray é minha dica para quem, como eu, gosta de deixar o cabelo com aquele ar despenteado e com um pouco mais de volume.

(Fotos: acervo pessoal)

Arte, Moda, Viagem

Entre Arte e Moda, no Museo Salvatore Ferragamo

“Moda é arte? Uma pergunta simples esconde o universo de uma complexa relação articulada, investigada ao longo dos anos, sem nunca chegar a uma definição clara ou única”. Essa relação é o tema da mostra Tra Arte e Moda, uma exposição riquíssima em mensagem e acervo que está chegando ao fim no Museo Salvatore Ferragamo, em Florença.

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Pelas salas do museu é possível analisar  “as formas de diálogo entre estes dois mundos” através de obras e ilustrações de nomes que circularam entre eles, como Sonia Delaunay, e de colaborações entre artistas e designers de diferentes lugares, em diferentes épocas e em diferentes momentos da Moda. Por lá, pude conhecer os trabalhos de Madeleine Vionnet em parceria com Ernesto Michahelles (Thayaht) no início do século XX, e seu respeito às formas da arte e do corpo (“the fabric is cut according to geometric patterns that follow the movements of the body“), e olhar de perto cada detalhe de famosas parcerias como Yohji Yamamoto  e Joan Miró e Yves Saint Laurent e Piet Mondrian.

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Mais que “imprimir” uma obra de arte em tecido para vesti-la, Entre Arte e Moda revela a influência de um universo sobre o outro de formas sutis. A arte se faz presente na Moda através de inspirações (a sala The Mood Board é um dos pontos altos da mostra), de cores, da apropriação de técnicas (da arte pela moda, e da moda pela arte), da modelagem e do corte do tecido, e em meios além da roupa: Andy Warhol, por exemplo, levou sua arte para o mundo da Moda através de seus trabalhos para a revista Interview.

A mostra chega ao fim dia 07 de abril, um passeio imperdível para interessados por cultura, arte, moda e design. Uma oportunidade única de conhecer nomes como Germana Marucelli, e suas belas parcerias com os artistas Piero Zuffi e Paolo Scheggi, e suspirar com as dramáticas peças de Alexander McQueen.

Entre Arte e Moda deixa claro, mesmo sem responder em palavras a pergunta inicial, que a Moda vai muito além das roupas descartáveis que entram e saem das araras em um ritmo acelerado. Permita-se ver o que vestimos de outra forma e refletir sobre os rumos da Moda e nosso importante papel dentro dela (seja como profissionais ou consumidores); além de conhecer o acervo do Museo Salvatore Ferragamo e a história dessa importante marca.

(Imagem: retirada do site Cultura Tessile)

Arte, Moda, Viagem

Quatro dicas de quatro cidades italianas | Milão

Milão é uma das capitais da Moda. E apesar de não ser o destino favorito dos turistas na Itália, para os fashionistas e viajantes que buscam algo além de monumentos históricos a cidade vale uma visita de, ao menos, três dias. Milão é movimento. E uma mistura linda de antigo e novo.

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• Explorar o Quadrilátero da Moda e arredores

Três dias, no meu caso, foram quase completamente destinados a esse espaço delimitado pelas vias Monte Napoleone, Alessandro Manzoni, della Spiga e pela corso Venezia. Começando pela Galleria Vittorio Emanuele, após visitar a Duomo di Milano, andei muito em círculos pelas ruas cercadas por marcas de luxo onde também encontrei belas vitrines de marcas locais e outlets para trazer pra casa um pouco da impecável moda italiana (em diversos preços). Para comer saudável durante o passeio: Panini Durini, que conta com diversos endereços incluindo um espaço perto da Piazza del Duomo.

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• Visitar o Museo delle Culture

Estive em Milão na época da XXI Trienal de Milão (comentei sobre acessórios de moda na mostra Sempering aqui) e no momento em que a exposição  Joan Miró, La Fuerza de la Materia estava em cartaz; mas independente da programação, o MUDEC é um passeio imperdível por si só. O projeto, com origem na década de 1990, foi pensado como um centro multidisciplinar dedicado às culturas do mundo com a “intenção de construir um lugar de diálogo sobre questões contemporâneas através das artes visuais, som, design e fantasia” em um espaço com arquitetura moderna e iluminada. Entre março e julho a mostra Kandinskij, il cavaliere errante é mais uma exposição imperdível que estará em cartaz por lá.

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• Conhecer Brera, da Pinacoteca di Brera aos bares

A quantidade de estabelecimentos dedicados a arte e design no bairro Brera o transformaram em Brera Design District. Uma região para ser explorada sem pressa, entre uma parada e outra para tomar um café na calçada e observar o vai e vem de pessoas do mundo todo. Por falar em café, Brera foi o local escolhido por Marc Jacobs para o  o primeiro Marc Jacobs Café, inserido, obviamente, em uma loja da marca. Amantes de perfumes não podem deixar de conhecer a Profumo, uma loja com atmosfera vintage que comercializa perfumes de edição limitada.

• Passar horas (mesmo!) no Eataly

Case de sucesso quando o assunto é varejo, o Eataly foi um dos primeiros pontos do meu roteiro em Milão. Nunca visitei o Eataly no Brasil, e minha primeira experiência com a marca foi na loja da Piazza XXV Aprile, que ocupa o espaço do antigo Teatro Smeraldo de Milão. Um agradável passeio e uma refeição deliciosa, com vista para a cozinha, após conhecer a 10 Corso Como, outra parada obrigatória (e ali pertinho) para entusiastas de moda e varejo.

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Shop, eat e learn resume com clareza a proposta do espaço que não apenas vende produtos selecionados em espaços encantadores, mas promove cursos e possui um espaço para apresentações. Apaixonadas por cosméticos como eu vão se divertir com um espaço repleto de marcas italianas diferentes, incluindo diversos produtos de beleza naturais. Quero voltar!

(Fotos: acervo pessoal)

+ | Leia também o post sobre a 10 Corso Como, e as publicações sobre RomaFlorença e Veneza.

Arte, Moda, Viagem

Quatro dicas de quatro cidades italianas | Florença

Florença fez com que me sentisse em um filme antigo. Os tons terrosos que predominam na arquitetura, as ruas paralelas ao Rio Arno com a Ponte Vecchio ao fundo (e o pôr do sol visto dela), as praças cheias de artistas, as bandeirolas da Toscana… Tudo tem um delicioso “perfume” retrô. Essa charmosa cidade italiana foi considerada a capital da Moda por muito tempo, e duas das quatro delícias, que escolhi entre tantas, falam sobre o assunto.

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• Fazer um tour por museus de Moda

A Galleria del Costume, no Palazzo Pitti, foi minha primeira parada em Florença. Apesar da localização central e fácil, andei bastante em círculos até encontrá-lo. O resultado? Descobri brechós cheios de preciosidades nos arredores da Piazza de’ Pitti. Depois de visitar esse espaço (onde também estão localizados outros museus incríveis), a dica é atravessar a Ponte Vecchio aproveitando para conhecer as vitrines das joalherias locais (falei sobre algumas delas aqui) e mundialmente famosas que lá estão até chegar na Piazza della Signoria, onde fica o museu da grife italiana Gucci (leia mais sobre o Gucci Museo aqui). É fashionista e tem pouco tempo em Firenze? Volte para as margens do Rio Arno e continue o passeio sentido Piazza di Santa Trinita para visitar loja e museu Salvatore Ferragamo, que abriga diferentes mostras durante o ano, e passear pela região repleta de vitrines fantásticas.

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No museu da Gucci 

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• Encantar-se com os títulos da livraria do Gucci Museo

O primeiro piso do Gucci Museo traz uma livraria, além de loja e café, de enlouquecer amantes de moda, arte e design. Títulos com diferentes temas, incluindo obras sobre a Gucci, em diversos idiomas tornam impossível querer sair de lá sem um exemplar. Meu escolhido: um livro sobre a parceria da Gucci com Vittorio Accornero que resultou nos icônicos lenços de seda da grife.

• Visitar a Galleria degli Uffizi  e apreciar arte local do lado de fora

Um dos mais importantes museus do mundo, a Galleria degli Uffizi abriga obras de artistas como Michelangelo, Leonardo da Vinci, Botticelli e Caravaggio (O nascimento de Vênus, de Botticelli, é um dos pontos altos da galeria). Mais que encantar-se com os grandes nomes e a arquitetura do local, aproveite para passear pelo lado de fora onde artistas locais apresentam ilustrações e pinturas com a incrível paisagem de Florença. Um excelente souvenir.

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• Apreciar a gastronomia local e ouvir música na Piazza San Marco

Durante as andanças por Florença, perdi as contas de quantas vezes não sabia mais para onde estava indo. E meu ponto de referência, a Piazza San Marco, me apresentou lugares deliciosos para apreciar a gastronomia local e bancos ao ar livre para ouvir um músico animado, que atendia às solicitações do público e vendia CDs, entre uma rota mal sucedida e outra. Duas dicas gastronômicas pessoais por ali são o Ristorante Accademia e o Gran Caffè San Marco, que conta com pratos deliciosos e mesas externas que deixam tudo mais gostoso.

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(Fotos: acervo pessoal)

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