Moda

Praia “chic”: sofisticação e delicadeza

Roupa de praia não é só para entrar no mar. Com materiais e complementos sofisticados, grandes nomes da moda praia apresentam coleções que vão da areia às festas (a beira mar ou não).

Conjuntos em tecidos leves e modelagens amplas e fáceis (descomplicadas para vestir e “desvestir”) cumprem bem esse propósito, e não estão apenas entre os modelos de marcas do segmento como Lenny Niemeyer, que apresentou em sua última coleção ótimas propostas para curtir um dia de verão do início ao fim: o mood confortável traz ares praianos para coleções casuais de marcas como Cult Gaia e a alemã holyGhost, que, além de conjuntos, traz uma ótima seleção de peças únicas (vestidos e macacões)  para destinos quentes.

Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
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Tons claros compõem cartelas de cores atuais sem perder a suavidade: além da estampa que mistura dois tons de azul, rosa e amarelo, ou da composição com rosa, marrom claro e azul do Resort 2018 da Cult Gaia, pense em caramelo + amarelo e azul claro, ou verde militar com verde claro e azul.

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Cult Gaia
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Cult Gaia

Em peças ou visuais com tons mais escuros, a coordenação de uma mesma estampa em diferentes sentidos, os recortes e as modelagens assimétricas conferem o movimento e a suavidade que o momento e o ambiente pedem. Esse efeito também pode ser potencializado pelo degradê, pelas amarrações e pelos babados, apostas que devem atravessar estações assim como os contrastes. Falando nisso…

Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
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Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer

O jogo de opostos que está em alta aparece de maneira sutil na passarela da Lenny Niemeyer e na Cult Gaia e , onde a leveza dos tecidos contrasta com estruturas rígidas, mas nada pesadas, do maxi brinco e da bolsa em acrílico, que, mais que modernidade trazem um toque de arte às produções. Vale a pena investir.

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Lenny Niemeyer
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Cult Gaia

(Imagens: divulgação)

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Beleza, Comportamento, Moda

Pouca maquiagem

Visuais clean são uma das principais apostas de beleza. Embora as passarelas e capas de revista simulem a “cara lavada” muitas vezes com a mesma quantidade de produtos usados usados para criar uma maquiagem colorida, a proposta de naturalidade entra em cena para acompanhar os visuais descomplicados que estão em alta e, acima de tudo, a busca por um lifestyle mais leve.

De carona no (in)consciente coletivo, e priorizando a saúde da minha pele, abri mão de uma série de “indispensáveis” de maquiagem nos últimos anos. Mais que repensar minhas escolhas, essa mudança de hábito tem a ver com uma nova forma de entender a beleza (a minha e a dos outros) e com um novo olhar sobre regras que não fazem sentido: a relação obrigatória entre estar arrumada e estar maquiada, por exemplo.

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Meses atrás a participante de um programa que promove mudanças no visual informou que não fazia uso de base no rosto. Atendendo à proposta de transformação, a moça topou experimentar o produto mas não deixou de afirmar, após a aplicação, que preferia sua pele sem base. Em seguida, em depoimento individual, a maquiadora disse não entender “como alguém pode não gostar de ver sua pele mais bonita“. Pergunto: quem é que definiu esse conceito único de “mais bonito”?

Eu sou do time que, muitas vezes, acha o “antes” mais bonito que o “depois” em tutoriais de maquiagem; e entre meus itens de beleza diários a base líquida foi o primeiro a perder espaço. Sim! Acho minha pele mais bonita sem ela. Substituída por um produto em pó e mineral, bem menos agressivo, a nova base não tem “alta cobertura”. Cobrir o que e para quê, se minha pele limpa nunca trouxe incômodo algum? Não estou fazendo campanha contra a base. Mas essa obrigatoriedade de “pele uniforme”, como se a ausência de “reboco” fosse sinônimo de desleixo, é cafona.

Indo além, o título desse post não refere-se apenas aos produtos de beleza. O questionamento vale para toda a “maquiagem” que nos é exigida acompanhada de argumentos rasos.  Em um exemplo pessoal, como profissional de Moda cansei de ouvir que preciso estar sempre com o look impecável: “vai que” algum potencial cliente me conhece sábado a tarde no mercado e eu não estou “com cara” de profissional do mundo fashion?

Poupem-me! A reputação profissional de ninguém é abalada por um moletom com chinelo na fila do pão. Não usar base não quer dizer não gostar de estar bonita. Preferir “cara lavada” não é falta de cuidado. Alternar dias com maquiagem e dias sem maquiagem é, inclusive, uma das minhas maneiras de cuidar da pele.

Tudo isso para voltar a falar sobre beleza, agora sob novos ângulos. Recentemente enquanto reorganizava as categorias do blog notei a ausência de publicações sobre o tema, antes mais frequente. Estou menos vaidosa? Pelo contrário. A vaidade só aumentou, mas a maneira de entendê-la mudou. Pouca maquiagem, e cada vez mais satisfação com o que reflete o espelho. Espero em breve compartilhar novas práticas, produtos e hábitos de beleza pé no chão.

A imagem que ilustra o post é do editorial Quoi de neuf beauté, da Madame Figaro (setembro de 2017).

(Foto: Pawel Pysz)

Moda

Elizabeth Olsen e essenciais

De mãos dadas com a vontade (e necessidade) coletiva de mudar hábitos de consumo, não são poucas as mulheres que passaram a buscar a construção de um “guarda-roupa essencial”. Capa da ES Magazine (agosto de 2017), Elizabeth Olsen é uma inspiração e tanto: a atriz norte-americana investe em looks fáceis, que adaptam-se à “vida real” de muitas de nós, construídos a partir de itens atemporais, como peças de alfaiataria e jeans escuro, além de uma boa variedade de peças lisas.

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O visual básico tricô neutro + jeans escuro da atriz ilustra uma maneira fácil de atualizar peças básicas: repare que, nos pés, Elizabeth Olsen usa uma sandália pesada, item em alta nas últimas temporadas (uma bolsa “da moda” também é bem-vinda para dar frescor a essa combinação). Mais confortável, mas não menos charmoso, o segundo visual com jeans escuro é composto 100% de peças clássicas e não é nem um pouco sem graça. O segredo para a produção com blazer, top branco, jeans e sapato oxford não parecer antiquada ou “chata” é investir em modelagens atuais e misturar tecidos com pesos diferentes…

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Ou apostar no mix de texturas, imbatível para adicionar jovialidade aos visuais compostos por clássicos em cores neuras. No look abaixo, além de texturas diferenciadas e da mistura de estampas, o sapato é uma versão atualizada de uma peça tradicional.

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Peças de alfaiataria ganham um toque moderno em composições com itens e materiais informais, como t-shirts de malha e jeans, para o dia, e podem compor visuais elegantes em combinações monocromáticas, ou com pouco contraste de cor, para ocasiões especiais.

Adepta dos chapéus, sempre em modelos clássicos, Elizabeth Olsen combina o acessório no verão ou inverno: com short jeans e poucos detalhes, os visuais sem complicação são perfeitos para dias quentes e ocasiões onde o conforto é palavra de ordem. Simples assim.
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(Imagens: reprodução)

Moda, Negócios

Faz sentido? “Coerências básicas” para fotografar Moda

A produção de campanhas, lookbooks e material fotográfico exclusivo para redes sociais é uma ótima maneira de fortalecer a identidade de uma marca. Lojas multimarcas, em especial, saem na frente da concorrência ao investir em um material único que apresente e represente sua marca “antes” das marcas que comercializa: como os produtos podem ser encontrados em outros estabelecimentos, despertar desejo pelo mix e estilo próprio de apresentá-lo é uma grande vantagem competitiva.

Poucas lojas multimarcas investem em produção de conteúdo exclusivo, e muitas delas, quando produzem, não contam com equipes especializadas cometendo equívocos que, ao invés de fortalecer, podem prejudicar sua imagem. Produção de Moda (com ou sem modelo) exige estudo e técnica, e a atenção a alguns detalhes ajuda a não tropeçar em aspectos básicos que interferem muito no resultado final. Comece avaliando quatro coerências:

• Coerência entre referências e identidade da marca

Para não se perder no excesso de referências, é importante filtrá-las quantas vezes forem necessárias com senso crítico e tendo em mente a identidade da sua marca: qual é seu público? Qual é seu discurso? Qual é seu território? Crie uma lista de perguntas e avalie se a ideia da sessão de fotos responde positivamente a elas. Lembre-se que o tema da coleção muda, mas a identidade da marca não.

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• Coerência entre elementos de cena

Um erro muito comum, tanto em fotografia de Moda como em vitrines, é a inserção de diversos elementos “da moda” que não conversam entre si. Mais uma vez, o excesso de referências combinado à falta de “filtro” prejudica a mensagem que deseja transmitir. Olhe com atenção para o cenário e pergunte-se se um banquinho com revestimento de pelo faz sentido em um deck com paredes rústicas. Outro exemplo comum são cenas com mesas ou prateleiras de fundo que misturam objetos que não fazem sentido juntos: xícara de chá e cesta de frutas + lamparina, por exemplo. Em primeiro ou em segundo plano, tudo o que faz parte da cena precisa ter coerência.

Fotos de produto pecam ainda mais nesse quesito. Aquela composição de produtos sobre a mesa ou fundo colorido não deve ser feita ao acaso, ou tendo como critério apenas cores. O que quer dizer uma foto de um sutiã com uma paleta de sombras? Faz sentido um tênis sobre uma bandeja? Esse modelo de foto pode ter vários propósitos diferentes, mas precisa ter um: mostrar combinações entre acessórios que podem ser usados juntos, revelar elementos que inspiram a coleção ou falam sobre a marca (folhas ou plantas com peças de empresas que usam matéria-prima natural, por exemplo) e até mostrar, de maneira diferente, a ocasião de uso (como jóias em taças, que representam festa).

• Coerência no styling e na coleção

O sucesso de qualquer ação ou instrumento de marketing depende da coerência da marca como um todo. Na hora de editar os looks para uma sessão de fotos, ter o mix de produtos “certo” interfere e muito. Certamente a prioridade será apresentar as novidades, mas fotografe com antecedência cada visual e analise a combinação de peças em todos os aspectos: combinação de cores, tecidos, ocasião de uso etc. Da mesma forma, avalie o conjunto de visuais da estação (todas as fotos juntas) e questione-se sobre quantos deles podem fazer parte do closet de uma mesma cliente. Em produções de Moda bem resolvidas, 100% dos looks atendem o mesmo público.

• Coerência entre roupa, beleza e cenário

A beleza (cabelo + maquiagem) faz parte do look e deve ser pensada na pré-produção, não improvisada no dia das fotos. Muitos materiais fotográficos de empresas de moda pecam por exagerar no penteado e na maquiagem em fotos com visuais casuais durante o dia. De maneira simplificada, questione se sua cliente real usaria esse penteado e essa maquiagem na ocasião representada.

Mais que isso, pergunte-se se sua cliente usaria essa roupa, com esse penteado e essa maquiagem nesse local. Ela usaria maquiagem com olho marcado + bolsa com tachas para tomar um café com as amigas a tarde? A cidade possui belos parques e cafés com cenários incríveis, mas a locação escolhida faz sentido?

Obviamente uma produção de Moda envolve muito mais aspectos e detalhes que esses (sim!). Mas observar o “check-list das quatro coerências” é um bom começo: grande parte dos erros estão na falta delas.

(Imagem: : MrJamesBaker via Visual Hunt)

Design, Moda, Negócios

O natural e o tecnológico unem-se no inverno 2018/2019

Com a interconectividade de hoje mergulhamos mais profundamente nas raízes do mundo, resultando em uma nova forma de arte que combina artesanato e tecnologia em conjunto“. A frase, retirada do resumo de tendências para o inverno 2018/2019 da Intertextile Shanghai Apparel Fabrics, resume o que estamos vivendo na vida e na moda. A necessidade de repensar o tempo, trouxe à tona não apenas a valorização do artesanal e a busca pelo conforto na hora de se vestir, mas mais atenção aos processos e novas formas de consumir.

Embora os anseios estejam voltados para a reconexão com a natureza e a desaceleração do ritmo de vida, no fast ou slow fashion a tecnologia é uma importante aliada seja para otimizar recursos ou para desenvolver novos métodos de produção que atendam a demanda com menor impacto social e ambiental. E são esses universos aparentemente opostos que trazem para a moda interessantes misturas de referências, materiais e estruturas.

Para o outono/inverno 2018/2019, a Intertextile Shanghai Apparel Fabrics aponta quatro tendências. As duas primeiras, Humanidade e Origens, trazem à tona valores essenciais e a “apreciação pelas coisas simples na vida“; conceitos que se traduzem não apenas na celebração do artesanal mas da inventividade, uma vez que a invenção e o instinto fazem parte da humanidade. Nos materiais a rusticidade e o conforto unem-se a matérias-primas tecnológicas voltadas à proteção, e tecidos como o denim e o linho cru dividem espaço com malhas e jacquard com fios múltiplos. As palavras-chave da estamparia são primitivo e orgânico, com desenhos voltados à flora e fauna.

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Aconchego (hygge) é a tendência que reforça a busca por qualidade de vida e equilíbrio: “Aprender a fazer coisas práticas bem e cuidar de si mesmo é a principal prioridade“. Com conforto e bem-estar como palavras de ordem, cores claras e modelagens amplas fazem parte desse conceito. Tecidos leves e fluidos como cetim, seda e crepe trazem um toque de sensualidade; e, ao lado de texturas delicadas como a do tricô, entram nuances de brilho através de materiais acetinados, fios metálicos e bordados.

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As misturas culturais e contrastes constroem o quarto conceito: Subversivo. “À medida que as gerações e as culturas se misturam, surge uma história visual forte e contrastante”, que traz tanto a estamparia com motivos folclóricos como desenhos geométricos que remetem ao ambiente urbano e à tecnologia. A cartela de cores combina tons vibrantes à cores escuras, e o espaço está aberto para a ousadia: pense em peles coloridas com acessórios de plástico, e estampas vintage ao lado de peças oversized com referências esportivas e divirta-se.
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(Imgens: Intertextile Shanghai Apparel Fabrics)

Moda

Misture e atualize

Com tantas boas referências, a moda parece não querer descartar nenhuma delas. Há algumas temporadas as misturas de estilos unem informações e aparecem como aliadas do consumo consciente, inspirando e validando novas propostas com o que já está no guarda-roupa. As produções do Resort 2017 internacional das marcas Tory Burch e Valentino trazem, cada uma a seu modo, combinações interessantes que mostram clássicos, itens atemporais e peças que poderiam ser de estações passadas em composições atualizadas.

Detalhes e acabamentos artesanais (ou que remetem a esse universo) transformam jaquetas, calças e acessórios utilitários em um mix inteligente de referências étnicas e esportivas no lookbook da Tory Burch. Cartelas de cores clássicas como preto, branco e cinza, ou vermelho, azul e branco, neutralizam o mix de estampas e a combinação de padrões étnicos com calças e jaquetas esportivas, de modelagem ampla e com as tradicionais listras laterais. Em outra proposta, tramas, texturas, bordados e acessórios rústicos são os responsáveis por trazer frescor a peças e estampas atemporais: uma ótima maneira de repaginar a camisa branca e a calça de alfaiataria.

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Tory Burch
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Tory Burch

O brilho aparece em composições cada vez mais despojadas. Depois de dividir espaço com a camiseta em catálogos e editoriais mundo afora, os paetês são combinados à jaqueta esportiva e sandália sem salto no styling da Tory Burch.

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Tory Burch

A Valentino também aposta em materiais sofisticados nos visuais casuais. No resort da marca italiana, a renda traz um toque sofisticado a camiseta e sandália rasteira: além do hi-lo de materiais, o contraste de estilos e cores coloca acessórios rústicos, estampa camuflada e a delicadeza da renda branca lado a lado, mostrando que um vestido romântico que está encostado pode ganhar novos ares com uma sobreposição moderna com camiseta estampada…

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Valentino

Ou parka militar. A peça leva atitude ao vestido branco clássico com salto alto, em um dos meus visuais favoritos da temporada. A bolsa com chaveiros e pingentes personalizados adiciona ainda mais informação de moda à produção; e está presente mesmo em looks que misturam estampas marcantes. É hora revisitar aquela peça estampada favorita combinando-a com um print da temporada, e atualizar a bolsa clássica com detalhes da vez. Um visual 100% novo não precisa ter saído hoje da loja.

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Valentino
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Valentino

(Imagens: divulgação)

Moda

Regras (festivas) para quebrar

Estamos em dois mil e dezessete e ainda há quem acredite que a moda funciona como uma grande enciclopédia de certo e errado. Quando o assunto é roupa de festa, mais ainda. Recentemente compartilhei (na fanpage) uma publicação da Consuelo Blocker sobre vestido de festa com sapatos baixos, mas o salto alto é só uma das falsas obrigações femininas para festas formais.

• “Precisa usar vestido”

Certa vez, conversando sobre visuais festivos, comentei que minha irmã não usa vestido. Na ocasião, ouvi um comentário delicadamente repreensivo: “Como assim? Qual o motivo? Mas nem em festa black tie“? Minha irmã, nem ninguém, precisa de um motivo além de “não gosto de vestido” para justificar a escolha do próprio look. Mais ainda em um momento onde macacão no altar e alfaiataria no Tapete Vermelho do Oscar não são novidade. Além disso, nenhum dress code é superior à personalidade e conforto. Se precisa usar o que não lhe agrada para estar em algum lugar, a dica é: não vá a esse lugar.

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Monique Lhuillier

• “Tem que ir de salto”

Há pouco tempo escrevi sobre dress code, e a ideia que levei para esta publicação conversa com a falsa obrigatoriedade de vestido e salto alto para festas. Quando pensar em dress code, sobre ser/não ser adequado, não prenda-se às peças em si, mas ao grau de formalidade do item aliado ao modo de usar. Existem ótimas opções de calçados formais sem salto, e em alguns ambientes eles são até mais adequados que os modelos altos (casamento na praia, por exemplo).

Ninguém precisa estar de salto para estar elegante, nem mesmo a noiva: sapatilhas forradas com tecido nobre e aplicações de pedras combinam muito bem com longos, e até mesmo sandálias baixas, quando combinadas corretamente, funcionam. No lookbook da coleção limitada da Alberta Ferretti (outono 2017), rasteiras em cetim completam de forma perfeita vestidos de renda curto e longo; e no styling da Monique Lhuillier (primavera 2018) a sapatilha desfila junto com um vestido clássico.

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Alberta Ferretti Limited Edition
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Alberta Ferretti Limited Edition
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Monique Lhuillier

• “Sem brilho é simples”

A sofisticação de uma peça não está na quantidade de bordados, mas no corte, nos materiais e no caimento da peça. Bordado demais (ou mal feito) pode, inclusive, “empobrecer” o visual. Na hora de escolher uma roupa de festa, invista em bons tecidos e escolha um modelo que valoriza o que mais gosta na sua silhueta. Essas peças não custam pouco, e esse é mais um motivo para optar por modelos versáteis: vestidos com poucos detalhes podem ser atualizados de uma festa para outra com acessórios e complementos diferentes, e circulam em ambientes com grau de formalidade diferentes. Sim! Repita a roupa. Peças boas não são descartáveis.

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Albino Teodoro

No resort 2018 da Albino Teodoro, vestidos lisos com o corte impecável trazem detalhes como faixas para amarrar de diferentes formas,  forro em outra cor e broches preciosos. As festas fazem parte da sua rotina? Pense na possibilidade de investir em peças separadas, top, saia ou calça, em tecidos nobres para criar diferentes composições nessas ocasiões.

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Albino Teodoro
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Albino Teodoro

Reparou na maquiagem e no cabelo das produções da Monique Lhuillier e Albino Teodoro? A obrigatoriedade da beleza de salão, dos penteados esculturais e maquiagem elaborada é a quarta regra a ser quebrada.

(Imagens: divulgação)

+ | Clique e confira, em Festa fora do óbvio, quatro endereços de moda festa sob medida em Curitiba.

Decor, Moda

Sua casa, seu estilo

Quando uma amiga me contou que acha fácil avaliar se um cômodo combina ou não com ela, mas que tem dificuldade em mapear seu estilo de vestir, lembrei de um programa que assistia no Discovery Home & Health chamado Minha Casa, Meu Estilo. No programa, o designer de interiores solicitava três roupas e acessórios favoritos do participante e, a partir dessas peças e acessórios, projetava o ambiente ideal. O contrário também é possível e (muito) válido.

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Se a decoração da sua casa é “bem resolvida” e lhe faz feliz, ela pode ser um ótimo ponto e partida para entender e aprimorar seu estilo pessoal. Inspirar-se em referências que não sejam roupas e acessórios nos ajuda a construir nosso estilo com mais personalidade. Como toda inspiração não tão direta, objetos exigem mais reflexão e resultam em uma análise muito mais rica do que gostamos: cores, formas, épocas etc. De elementos mais palpáveis, como cartela de cores, à referências estéticas, até mesmo a disposição dos móveis da sua casa dizem sobre seu “estilo ideal”: tem poucos móveis pois gosta de espaços livres?  Seu guarda-roupa pode precisar de peças-chave lisas. Tem muitas plantas pois valoriza a relação com a natureza? Que tal investir em tecidos ecológicos? Criou um ambiente integrado pois precisa de praticidade? Peças únicas podem seu uma boa ideia.

Cada detalhe do ambiente revela um pouco sobre seu estilo de vida, e o estilo pessoal precisa acompanhá-lo para trazer verdade e conforto. Não significa ter um vestido com a mesma estampa das almofadas, mas entender que o conjunto decorativo que gosta traz muitas pistas sobre o que funciona também na hora de se vestir. Que tal fazer esse exercício?

(Imagens: reprodução)

Design, Moda, Negócios

Onde sua marca está?

Dias atrás assisti a um seminário online sobre branding onde, entre outras coisas, falou-se sobre três conceitos de comunicação: posicionamento, tom de voz e território. Entre eles, já havia estudado e pensado o posicionamento e tom de voz da minha marca, mas nunca havia dedicado tempo para “explorar” seu território.

O território da marca diz respeito ao local onde ela está ou pretende estar. De maneira simplificada, uma marca pode “estar” na praia, em uma grande cidade, em um ambiente rural ou de luxo, e, indo mais a fundo, pode ater-se à espaços específicos dentro desses territórios: é uma praia pouco habitada ou um balneário “da moda”? A marca está no centro ou na periferia da cidade? Ainda que seu produto possa circular em diferentes ambientes, entender “de onde ele vem” é fundamental para mostrar de que forma ele se encaixa em outros espaços.

Pensar no território da minha marca ajudou a definir, concluir e solidificar muitos outros conceitos, tornando mais claro como e onde desejo posicioná-la e contribuindo para refletir tudo o que a envolve. Compartilho meu estudo, no papel mesmo, para ilustrar e incentivar a olhar à fundo esse conceito.

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No centro do papel, junto com a marca, coloquei a primeira coisa que me veio à cabeça quando pergunto, pensando como marca, onde estou? Das palavras escritas a partir do conceito e seus desdobramentos, é possível criar um bom guia para nortear o processo criativo e traçar estratégias gerais muito além do território; e que incluem também aspectos físicos do produto. Palavras como interferências e opostos como tradicional e novo podem aparecer em coordenações de cores e formas, enquanto reuso, reedição e restauração evocam a vontade de trabalhar com materiais reaproveitados.

Sendo assim, tanto em um projeto de marca quanto em uma marca já existente, vale a pena exercitar esse e outros conceitos, reunindo as palavras para analisar se seu produto e marketing (das fotos de divulgação aos textos nas redes sociais) seguem para o seu território e atendem as necessidades dos “habitantes” dele. Um dos maiores desafios de uma marca, e renovar-se constantemente mantendo identidade e conceito alinhados e firmes. Saber bem onde está é o primeiro passo para criar e preservar esses fundamentais aspectos.

(Foto: Ivy Lemes)

Design, Moda

Viagens inspiram minha segunda coleção

A textura das nuvens me traz a sensação de leveza e conforto, duas palavras que busquei traduzir nos acessórios da segunda coleção que leva meu nome. A paixão por viagens e a busca por conforto para vestir inspirou o desenvolvimento dos acessórios da linha Voo: perfeitos para voar, por sua leveza e praticidade, os lenços em poliviscose podem ser enrolados no pescoço ou envolver o corpo durante a viagem.

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A cartela de cores conta com tonalidades versáteis, e o tecido liso com textura leva informação de Moda aos visuais mais básicos. O atemporal cinza mescla une-se à duas apostas da Pantone para o Verão 2018 compondo um trio fácil de combinar com cores claras ou escuras, no verão e no inverno. Quer coisa melhor para quem viaja entre estações inversas?

O material escolhido, a malha poliviscose, é um tecido sintético que, por absorver menos água, tem como característica a secagem rápida, agilizando lavagens emergenciais ou no próprio quarto de hotel. Com o propósito de eliminar o desperdício, adaptamos o tamanho do nosso acessório para aproveitar 100% do material; e seguindo a proposta slow fashion, a coleção é limitada a trinta peças numeradas.

Além da aba aqui no site, a marca está no Instagram. Quer ver de perto? Entre em contato e visite nosso escritório.

(Foto: divulgação)