Comportamento, Etiqueta

Não seja deselegante

Sempre achei que Etiqueta deveria constar na grade escolar obrigatória. E cada vez mais acredito que a falta dessa disciplina é responsável por muitos incômodos cotidianos. Práticas simples, que deveriam ser óbvias, precisam ser ensinadas. E não estou falando sobre ordem de talheres. Etiqueta não é frescura (ordem de talheres também não, mas essa é outra pauta).

E é para todos. Para que os passageiros do transporte público aguardem o desembarque. Para que recolham a bandeja da praça de alimentação do shopping. Para que deixem a esquerda livre na escada rolante. Para que decidam o que pedir antes de entrar na fila (ao invés de “empatar” o caixa). Para que não se atrasem (Ô dificuldade!). Para que não perguntem quanto pagamos no sapato que estamos usando e por aí vai. Etiqueta é para facilitar, tornar o dia a dia e as relações mais agradáveis: com uma dose de etiqueta a gente evita colocar (ou manter) os demais em situações constrangedoras, ao invés de tornar um incidente ou uma gafe motivo de chacota diária no escritório. Coloque-se no lugar do outro! Mais que isso, aguce sua percepção. Nem sempre o outro reage a uma situação da mesma forma que você, mas não é difícil notar quando ele está incomodado com uma situação. E educação também é evitar que os demais sintam-se desconfortáveis sempre que possível.

Etiqueta nada mais é que educação e noção do seu espaço. Saber o seu lugar e respeitar o do outro independente de posição social ou hierarquia na empresa. Tudo isso para abrir um tópico que voltarei a explorar: tem tudo a ver com estilo de vida e é o único “complemento” que combina com qualquer look em qualquer ocasião e hora do dia. Precisamos falar sobre Etiqueta.

shopping-etiqueta

Com a proximidade do fim de ano, vale lembrar de algumas boas práticas na hora de circular pelo shopping ou fazer compras. Utilizando algumas das situações citadas acima, o caixa (da praça de alimentação ou da loja) serve para finalizar sua compra e não para escolher o que vai degustar ou comprar: evite atrapalhar quem deseja pagar e ir embora mudando seu pedido ou pensando/trocando/escolhendo itens adicionais na “boca do caixa”. Não é hora nem lugar. Da mesma forma, sua pressa ou agenda atribulada não é justificativa para exigir preferência ou furar filas. Ninguém é mais importante que os demais, nem o único que possui outros compromissos. Aguarde a sua vez!

Lembre-se que o espaço coletivo é… coletivo!!! E sua vontade de espalhar todos os produtos no balcão ou seus pertences para experimentar sapatos deve ser contida a fim de respeitar o conforto alheio: esse espaço é dividido, e aqui entra a boa e velha regra do “seu espaço acaba quando começa o do outro“. O mesmo vale para corredores ou escadas rolantes. Seu grupo de amigas não tem o direito de criar “rodinhas” que atrapalham a circulação ou falar alto nesses ambientes comprometendo  a mobilidade e a comunicação alheia. Tá? “Mas o ambiente é público”. Exato. Público. E nesses espaços a gente não faz “o que quer”.

Depois das compras, pausa para o café. A praça de alimentação está lotada e já terminou seu lanche? Não custa nada continuar a conversa enquanto caminha pelo shopping para que os outros possam apreciar sua refeição também. Custa menos ainda retirar sua bandeja.

(Imagem: Visual Hunt)

Anúncios