Comportamento

“Se alguém por mim perguntar”

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Quantas vezes já escolhemos uma roupa que adoramos, nos identificamos, e que nos deixa seguros em frente ao espelho, mas que depois de algum tempo fora de casa parecem incompatíveis com o tempo ou inadequadas para a ocasião. No instante em que o conforto vai embora, a concentração para qualquer conversa já não é mais a mesma. A “festa” perde um pouco a graça e, dependendo do tamanho do incômodo, seu apreço pela peça, que agora evoca lembranças indesejadas, nunca mais será o mesmo. Não adianta reformar.

Está na hora de trocar de roupa. Passar adiante o que não serve mais. Talvez ela tenha sido feita sob medida para outro alguém, para ser usada em outro tempo e espaço. Entre as melhores coisas da vida estão o desapego e a mudança. Elas são sobre separar e unir. Deixar para seguir. “Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar depois que me encontrar“.

(Imagem: Visual Hunt)

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Moda

Tênis: Marcas e modelos em alta

Nos pés de mulheres com diferentes estilos, os tênis mais cobiçados do momento unem conforto e versatilidade, mesmo quando o modelo não é tão básico. Tecidos e texturas diferenciadas, combinações de cores ousadas e estampas que roubam a cena não impedem que os modelos, e marcas, a vez componham visuais com diferentes peças para diversas ocasiões.

Embora tenha a marca tenha sido criada, na década de 1960, com foco em um público específico, o design atemporal dos tênis com solado vulcanizado, desenvolvidos para proporcionar maior aderência aos skatistas em suas manobras, conquistaram adeptos de diferentes estilos. O Vans Old Skool, ícone da empresa californiana e um dos modelos de tênis queridinhos do momento, foi lançado em 1976 e inicialmente chamado de Style 36. Ele foi o primeiro tênis Vans a contar com a listra lateral característica da marca. Atualmente, além dos populares Old Skool BlackWhite e Old Skool BlackBlack, o modelo conta com versões coloridas e estampadas.

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Outra marca norte americana que emplacou seus produtos nas últimas temporadas é a New Balance. A marca deu início à sua história produzindo palmilhas e arcos ortopédicos, sob prescrição médica, para a correção de problemas e alívio das dores de pessoas que trabalhavam o dia todo em pé. Da mesma forma, os primeiros tênis da marca foram produzidos sob encomenda para atletas com foco no conforto, característica essa que é aprimorada a cada dia com o avanço da tecnologia. Um dos modelos da vez, traz a cor do ano: Ultra Violet.

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Dona de um dos logotipos mais famosos do mundo, a Adidas registrou as clássicas três listras como marca comercial em 1949. O modelo Gazelle, lançado em 1966, foi originalmente desenvolvido para a prática esportiva e tornou-se um dos maiores sucessos da marca alemã. Na ocasião, existiam apenas duas opções: Gazelle-blau (Gazelle azul), um tênis para treinamento, e Gazelle-rot (Gazelle vermelho), desenvolvido especialmente para a prática de handebol. O tênis tornou-se um ícone de moda na década de 80, e desde então é relançado em diferentes materiais e cores. Já escolheu seu favorito?

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(Imagens: reprodução)

Comportamento, Moda

O que vestir?

Nossa relação com o que vestimos é mais íntima do que imaginamos, mesmo quando não nos damos conta disso. Há quem diga que nosso visual conta “quem somos”. Particularmente, acredito que ele seja um reflexo mais próximo do “como estamos”.

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A imagem pessoal é valorizada no âmbito social e corporativo: já ouviu o conselho que diz para nos vestirmos para o cargo que desejamos ocupar independente daquele que ocupamos? Apresentar-se de forma a mostrar postura e visual condizentes com postos mais altos é uma boa estratégia, porém, a vontade de “aparecer” é o primeiro passo para ultrapassar os limites da adequação.

Uma imagem fake tem tudo para surtir o efeito contrário. Será que o seu visual não está revelando desequilíbrio e falta de personalidade ao invés de segurança e objetivo? Essa auto análise é extremamente importante em tempos onde grande parte das “inspirações” são donas de rotinas incompatíveis com o dia a dia da maioria das mulheres (para não citar a quantidade de “looks do dia” que são meros figurinos para foto).

Repleta de possibilidades, a moda oferece opções que abraçam elegância, segurança e conforto ao mesmo tempo. De nada adianta uma bolsa da moda “estufada” por não comportar suas necessidades diárias, ou um belo sapato de salto fino “machucado” pela calçada. Entre os clichês da Consultoria de Imagem, fico com o “compre roupa para a vida que você tem, não para a que deseja ter” que sabiamente contribui para a construção de um guarda-roupa prático e inteligente. Seja qual for o seu estilo, lembre-se que antes de gritar seus ideais ele precisa conversar, e se entender, com o seu modo de viver.

(Imagem: Visual Hunt)

Moda

Plástico

Na passarela de importantes marcas e nos visuais de cantoras e atrizes, roupas, calçados e acessórios com vinil colorido ou plástico transparente ganharam as páginas das publicações e já começam a aparecer nas ruas. Há quem diga que 2018 será o ano desses materiais, que, aliado à mistura de estilos, traz um toque futurista à moda.

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W Korea (fevereiro de 2018)

Depois das capas de plástico acinturadas do verão 2017 da Lacoste, o verão 2018 da Chanel mostrou que o PVC pode ir muito além delas: chapéus, luvas e até a clássica bota bicolor da grife foram produzidas com material transparente. No Brasil, a mineira Mollet foi uma das marcas a incorporar o plástico em sua coleção de Inverno 2018, apresentada no Minas Trend, com peças oversized que misturam conforto e modernidade; enquanto no oriente o editorial First Impression, da W Korea (fevereiro de 2018), mostra que até mesmo os babados e laços do momento estão presentes em itens de plástico.

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Peças transparentes também podem atualizar o look quando usadas em sobreposição: que tal combinar saia de PVC com um vestido estampado? No Red Carpet, a atriz Zendaya apostou na sobreposição com saia transparente com pedraria e transformou o suéter básico em um visual moderno. Gostando ou não, não podemos negar que a irreverência, com materiais e misturas inusitadas, como as pulseiras de cristal sobrepostas às luvas plásticas no desfile da Chanel, chegou para ficar.

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(Imagens: internet)

Beleza

Do editorial para a avenida

Em dias de folia, a maquiagem pode ser o ponto central da fantasia. Na avenida ou em bailes sofisticados vale a pena investir em visuais não convencionais para a ocasião, que permite exagerar na cor, no brilho e na ousadia. Nos editoriais internacionais é possível garimpar ideias para todos os gostos, até o clássico delineado preto se apresenta em novas formas com efeito esfumado ou detalhe com aplicação de uma pequena estrela.

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Damernas Varld Magazine (fevereiro de 2018)
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Elle Sérvia (janeiro de 2018)

A cor do ano, Ultra Violet, aparece como protagonista de uma das maquiagens do editorial Blue, Darling, da Elle Sérvia (janeiro de 2018). Outra proposta da publicação são olhos bem marcados com azul, realçado pelo detalhe rosado no canto interno do olho. No editorial Rouge de la Lancome, da Stylist Magazine França (dezembro de 2017), o cor de rosa aparece colorindo parte da sobrancelha para destacar ainda mais a maquiagem com efeito iluminado e delicado com aplicação de lantejoulas.

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Elle Sérvia (janeiro de 2018)
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Elle Sérvia (janeiro de 2018)
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Stylist Magazine França (dezembro de 2017)

 

Misture duas cores de sombra contrastantes, como no editorial Tu dien son moi, da Elle Vietnã (dezembro de 2017), ou em tom sobre tom (coral, laranja e rosa) como mostra o editorial Garnet Gaze, da Vogue Arábia (dezembro de 2017), colorindo a pálpebra e rente aos cílios inferiores. A monocromia também cria maquiagens com efeito com sombra e batom bem marcados e no mesmo tom.

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Elle Vietnã (dezembro de 2017)
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Vogue Arábia (dezembro de 2017)
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Vogue Arábia (dezembro de 2017)

 

Para brilhar, deixe de lado as “regras de uso” do glitter e espalhe sem moderação na pálpebra ou no rosto, a partir do canto interno dos olhos, como mostra o editorial Forever and ever, da Idol Magazine. O visual que mistura brilho com lápis colorido levemente esfumado, publicado na Marie Claire Ucrânia (fevereiro de 2018), é meu favorito.

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Idol Magazine
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Marie Claire Ucrânia (fevereiro de 2018)

(Imagens: reprodução)

Comportamento, Moda, TV & Cinema

Lady Di: Documentário e visuais inspiradores

Desde o anúncio de seu noivado com o Príncipe Charles, Diana Frances Spencer não mudou apenas sua própria vida, mas tornou-se um marco na história da monarquia britânica. O interesse da mídia por cada detalhe que a envolvia também alterou os rumos do que conhecemos atualmente como “jornalismo de celebridades”.

Lady Di ganhou o público e as páginas das revistas do mundo todo com seu comportamento não usual para um membro da família real. Diana gostava da proximidade com as pessoas e não costumava esconder seus sentimentos e emoções, características que fizeram com que as pessoas “comuns” se identificassem com ela, e motivo pelo qual, ao lado de seu envolvimento com causas sociais, ficou conhecida como “Princesa do Povo”.

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Ao longo dos anos, diversos documentários e filmes revelam essas e outras nuances de uma das mulheres mais importantes do século XX. The Story Of Diana, disponível na Netflix, é minha dica para o final de semana. Com comentários de pessoas do círculo íntimo da princesa, como seu irmão, seu motorista, e da estilista responsável pelo seu vestido de noiva, o documentário revela que Lady Di transformou radicalmente as regras estabelecidas entre a imprensa e a família real antes mesmo de formalizar sua união com o filho da Rainha Elizabeth: seguida o tempo todo qualquer ação cotidiana era alvo de cliques valiosos.

Quando a palavra “influenciador” não era tão popular, é inegável a influência de Diana dentro e fora do território britânico, seja pelas polêmicas que envolviam sua vida pessoal ou pelos visuais que trazem referências de Moda válidas (e usáveis) mais de vinte anos após sua morte em 1997. O blazer longo, que está em alta, completava diferentes visuais da Princesa de Gales fossem eles formais, com vestido e salto alto, ou casuais, com calça com a barra mais curta e sapatilha (tão atual!).

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As cores claras apareciam com frequência em seus looks. A produção (quase) bicolor com regata e calça branca + acessórios em preto / floral com o fundo escuro, o visual monocromático com a cintura marcada e comprimento midi (que, nos dias atuais pode ser de uma calça pantacourt), e a combinação de neutros com suéter off white, calça branca e bolsa caramelo são ideias que não envelhecem.

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Por falar em suéter, modelos amplos da peça combinados à calça justa são mais uma referência que tem tudo a ver com o mood confortável e com o mix de opostos do momento. Além dos lisos, modelos bordados ou com estampas divertidas faziam parte do closet da Lady Di: que tal a mistura de estampas do suéter com carteira floral para deixar a gola clássica “de cara nova”?

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Conhecer um pouco de sua história torna claro os motivos que fizeram a Princesa de Gales eterna dentro e fora da moda: referência de estilo e comportamento para as mulheres modernas, ela usou seu espaço para defender importantes causas e não sufocou seus sentimentos a fim de manter um casamento infeliz. Uma mulher de “ação, autonomia e autoridade” que jamais será esquecida.

(Imagens: reprodução)