Moda, TV & Cinema

SAG Awards 2018

Com mais cor e belos visuais em tons claros, o SAG Awards também trouxe muito brilho para a temporada de premiações. Nicole Kidman não abriu mão dele, e desfilou um modelo de mangas longas Armani Privé bordado do decote aos pés. Ao contrário, mas não menos “brilhante”, Halle Berry, de Pamella Roland, ousou no decote e velou a transparência com brilho e mais tecido na parte inferior do vestido.

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Um dos melhores looks do Tapete Vermelho também não poupou brilho: Lupita Nyong’o de Ralph & Russo. O vestido tomara que caia bem justo com cauda enfeitada por plumas dispensa muitos acessórios. A atriz deixou o colar de lado, e optou por um brinco médio e anéis que, assim como as unhas, trazem tons próximos ao do vestido.

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Do preto com prata ao preto com branco, outros dois visuais que roubaram a cena foram os vestidos de uma manga só de Mary J. Blige, e o modelo Dior de Natalia Dyer. Cabelo, maquiagem e acessórios sem exagero deixam todo o foco para o vestido preto e branco com a saia repleta de estrelas, luas e animais fantásticos: clássico, atual e jovem.

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Além do tomara que caia, modelos que vão de um ombro a outro prometem estar entre os mais pedidos quando o assunto é festa. No SAG Awards, Reese Witherspoon, de Zac Posen, e Molly Shannon, foram algumas das celebridades que optaram pelo detalhe em modelos monocromáticos. Mandy Moore também investiu na monocromia com um vestido Ralph Lauren da mesma cor da clutch. Embora com tecido estruturado, as alças finas e os cabelos soltos deixam o visual leve e delicado.

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O modelo J. Mendel, de Kristen Bell, é mais um vestido repleto de delicadeza. Unindo decote coração com cintura marcada e saia volumosa, e com maquiagem suave e joias clássicas, a atriz desfilou um dos visuais mais clássicos do evento.

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Entre os visuais clássicos também estão a pequena atriz Marsai Martin, com um vestido com saia volumosa e camadas, e Dakota Fanning, vestindo Prada. Dakota Fanning apostou na mistura de texturas, na maquiagem leve e nas joias pequenas. Quem disse que mulheres com a pele clara não ficam bem em tons claros de bege?

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Madeline Brewer foi mais uma a investir no visual nude, com um modelo Reem Acra. A parte superior do vestido, sutilmente transparente, deixa à mostra as barbatanas do corpete do modelo bordado com pérolas (que também estão no acessório de cabelo). O toque de cor ficou no batom e na sandália.

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Dois visuais brancos estão entre meus favoritos. Com plumas na região da cintura e delicados detalhes com brilho, o vestido Prada de Margot Robbie foi combinado à clutch prateada, joias pequenas e maquiagem neutras, e Allison Williams desfilou no Red Carpet com vestido, maquiagem e penteado dramáticos com referências vindas das décadas de 1920. Apesar do vestido Ralph & Russo ser rico em bordados e franjas, a atriz não dispensou vários anéis para acompanhá-lo.

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(Imagens: reprodução)

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Beleza

Máscaras e mais um pouco

Caso precisasse reduzir minha maquiagem diária a apenas um produto, ele seria a máscara para cílios. Com o passar dos anos, a quantidade de itens de maquiagem da minha bancada diminuiu bastante; além disso, passei a utilizar a maioria dos produtos até o fim antes de comprar outro com a mesma finalidade: regra que não se aplica à máscara de cílios. Por isso, resolvi compartilhar minhas melhores aquisições e duas dicas básicas para destacar ainda mais os cílios.

Elegendo um Top 5 (não necessariamente nessa ordem), começo pelo clássico Colossal, da Maybelline. Quase uma unanimidade, essa é “aquela máscara amarela” com bom preço e qualidade, que alonga, não gruda e tem excelente vida útil. Com efeito semelhante, a máscara de extra volume Luxurious Lashes da Kiko (mostrei outros produtos da marca aqui) e a máscara exagerada, da Quem Disse Berenice são outras opções que valem a pena (relação custo x benefício). O produto da Quem Disse Berenice conta com um pincel “torcido”, que acreditei “volumizar” mais que as máscaras da Maybelline e da Kiko, porém não senti diferença significativa no resultado final. Entre os três produtos, a Colossal permanece na frente.

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A máscara Upward Lash, da MAC, é uma das máscaras de cílios mais duradouras que já experimentei. Além de deixar os cílios bem volumosos e separados, usei por muito mais tempo, com relação às demais, antes que ela começasse a apresentar sinais de “ressecamento”. Segundo descrição do produto, o “segredo do sucesso” está no aplicador que por possuir o centro oco contém um reservatório de máscara para aplicação. A Hypnôse Drama, da Lancôme, promete o que cumpre: cílios bem curvados e volumosos. Certamente um dos meus produtos de maquiagem favoritos.

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Para potencializar o efeito de qualquer máscara de cílios, não dispenso a ajuda do curvex posicionando-o rente à pálpebra e pressionando levemente algumas vezes. Existem alguns truques extras por aí, como aquecer a borracha do curvex com o secador antes de utilizá-lo, mas confesso que não percebi grande mudança (além de já ter lido sobre o perigo dessa prática para os fios).

Para incrementar o visual básico, um lápis marrom cremoso rente aos cílios superiores e inferiores é minha dica rápida e eficiente. Embora mais fácil de esfumar, os lápis com textura cremosa costumam borrar com mais facilidade. O truque para evitar que isso aconteça é aplicar sombra sobre o produto dando leves batidinhas com um pincel fino chanfrado. Para um efeito mais “produzido”, use sombra dourada ou com um leve brilho. Finalizo o post com algumas sugestões testadas e aprovadas.

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(Imagens: reprodução)

+ | * Média de preço em janeiro de 2018.

Moda, TV & Cinema

Golden Globes 2018

O 75° Globo de Ouro abriu a temporada de premiações em 2018 com um marcante ato contra o assédio sexual, em resposta às recentes denúncias envolvendo nomes da indústria da televisão e do cinema: elas vestiram preto. A luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres também foi abordada nos discursos durante a cerimônia, que certamente ficará marcada na história do evento.

No Tapete Vermelho, o desfile de looks pretos não foi nada sombrio: rendas, transparências e brilho marcaram visuais elegantes e dramáticos. Os ombros continuam em evidência. Tanto os modelos de um ombro só quanto o tomara-que-caia e os decotes ou detalhes que evidenciam essa parte do corpo são os mais escolhidos pelas estrelas.

Nicole Kidman, vestindo Givenchy Couture, e Penelope Cruz evidenciaram os ombros de maneiras diferentes optando por modelos que unem renda e brilho. Penelope Cruz acertou na escolha dos cabelos soltos e assimétricos, com os fios sobre um dos ombros, e na ausência do colar que ajudaram a valorizar o modelo Ralph & Russo.

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Natalie Portman, de Christian Dior, e Meryl Streep, de Vera Was, também deixaram o colo à mostra em vestidos que chamam a atenção pelo decote marcante; mas foi Angelina Jolie quem roubou meu coração com um decote fechado e mangas longas que mostram sutilmente o colo e os braços sob a transparência. O detalhe com plumas nas mangas dispensa outros acessórios, e deixa o vestido Atelier Versace ainda mais deslumbrante.

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Rachel Brosnahan, Jessica Chastain e Saoirse Ronan apostaram em vestidos elegantes com detalhes assimétricos. Rachel combinou o modelo Vionnet de um ombro só com brincos também “assimétricos”, deixando a peça menor ao lado do detalhe do vestido. No penteado, a atriz optou pelo coque clássico, compondo um visual que une de forma bem equilibrada o tradicional e o moderno. Jessica Chastain, de Giorgio Armani, completou o visual com seus já tradicionais cachos para um lado só e brincos grandes, enquanto Saoirse Ronan, de Atelier Versace, enfeitou o pulso sem manga com um bracelete largo.

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Kendall Jenner, vestindo Giambattista Valli, é a dona de um dos visuais mais poderosos do Tapete Vermelho do Globo de Ouro: o vestido tomara que caia com a saia volumosa e bem mais curta na parte da frente resultou em um look jovem e impactante ao lado do cabelo solto e despenteado + maquiagem leve.

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Outros dois belos tomara que caia vestiram Jessica Biel e Alison Brie. O tradicional decote coração, dos modelos Christian Dior e Vassilis Zoulias respectivamente, ganhou um toque atual nos looks de Jessica Biel, que mistura texturas, e no conjunto de top longo com fenda frontal e calça de Alison Brie, que não dispensou o colar clássico.

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Mas não foi apenas Alison Brie que apostou no conjunto. Claire Foy, Debra Messing e Maggie Gyllenhaal foram algumas das atrizes que optaram pela calça comprida. Claire Foy combinou o clássico conjunto de alfaiataria, Stella McCartney, com penteado sem volume e batom vermelho, enquanto Debra Messing, de Christian Siriano, e Maggie Gyllenhaal, de Monse, levaram a calça preta para o Red Carpet ao lado de tops longos cheios de brilho. No visual de Maggie, o colo à mostra abriu espaço para brincos bem longos. O inverso também não ficou de fora: Michelle Pfeiffer combinou blazer de alfaiataria com saia “de festa”. O look é Dior Haute Couture.

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(Imagens: reprodução)

Moda

A febre esportiva continua

Da corrida ao boxe, os esportes emprestaram elementos e materiais para a moda casual nas últimas temporadas, e nas próximas estações não será diferente. Com referências vindas do universo do ski, o editorial Ski Fever, da Vogue holandesa (janeiro de 2018), traz inspirações para começar a pensar nos visuais de inverno unindo o conforto do vestuário esportivo com itens de moda que prometem aquecer dias frios.

O xadrez, especialmente em suas versões retrô, é uma das apostas do ano. Para um visual moderno sem excessos, experimente misturar dois tipos diferentes da estampa com a mesma cartela de cores (as neutras são a opção mais segura). Como não poderia deixar de ser, o tricô aparece em modelos para todos os gostos: cropped para combinar com cintura alta e longo e volumoso para usar como vestido ou com calça bem justa.

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Jaquetas oversized e bem aquecidas não perdem espaço no editorial, elas aparecem em contraponto com o body, em uma brincadeira de peça volumosa x justa, e em composição monocromática com o tom de cor de rosa da vez: o Rosa Millennial.

O toque clássico da mini saia 60’s e padronagem argyle na meia-calça deixou a composição com tricô geométrico super atual e rica em referências. Uma ótima ideia para quem não tem medo de ousar.

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(Fotos: Carlijn Jacobs)

Moda, Negócios

Mantenha distância

A valorização do tempo para si e um certo afastamento do mundo “lá fora” caracterizam um comportamento de consumo identificado como Festa do Eu Sozinho, em estudo divulgado nos últimos meses do ano passado pelo portal Use Fashion. Diferente de um comportamento depressivo, aproveitar o silêncio e momentos consigo mesmo faz parte do estilo de vida desse consumidor, que ganha cada vez mais adeptos na rotina atribulada dos centros urbanos.

Na hora das compras, eles são avessos aos vendedores “atenciosos demais” e valorizam a autonomia de “sondar”, com liberdade de tempo e espaço, os produtos que lhe interessam. São pessoas propensas a consumir cada vez mais através do e-commerce, por oferecer uma loja que pode ser acessada do sofá de casa sem precisar interagir com ninguém.

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E por falar em sofá, esse é também o público de peças de roupa confortáveis que podem ser usadas dentro e fora de casa. Seu estilo não é necessariamente básico: referências esportivas, cores vibrantes e estampas ou frases divertidas tem tudo a ver com os convidados da “festa do eu sozinho”. Embora possam ser considerados “anti sociais”, esses exigentes consumidores são muito bem informados e não tem medo de novidades.

Como conquistá-los? Publicidade em excesso os incomoda. Além disso, são pouco influenciados pelo número de seguidores ou likes que a marca possui: valorizam conteúdo, seja nas redes sociais ou através de vendedores bem informados no ponto de venda, e possuem estilo próprio. Não será fácil chegar perto deles…

(Imagem: Visual Hunt)

Comportamento, Moda

O tal propósito

A relevância do conceito ajuda a assumir outro desafio da arte contemporânea: o de impugnar, criticamente o esteticismo banal da imagem que, com caráter de publicidade, entretenimento, pura comunicação ou espetáculo, amortece o potencial crítico da imagem, diminui seu alcance social e desativa a política do olhar“.

O trecho do curador da exposição Além da Fotografia, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer, Tico Escobar, é uma reflexão que, de fato, vai além da fotografia; por isso o escolhi para falar de moda. O tal “propósito” da moda e o movimento slow fashion, bastante discutidos pelos criadores contemporâneos, vai ao encontro da “relevância do conceito”: moda com propósito não existe sem um conceito relevante.

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Quem faz e veste moda com propósito pensa, cria e compra pautado em escolhas que vão além da estética, elevando, ao invés de, usando as palavras de Escobar, amortecer o potencial crítico da imagem (nesse caso. a roupa). Abordar o assunto, como criador ou consumidor, é abrir espaço para refletir, entre outras coisas, sobre diferença entre comprar a “mesma” (mesma?) camiseta branca no fast fashion ou em uma marca que oferece material diferenciado e produção transparente abrindo os olhos para o alcance social e político na hora de “fazer a conta“.

Longe de querer negar a publicidade, o entretenimento e o espetáculo, que também fazem parte da moda, a ideia é repensar o consumo impulsivo, além de avaliar o que é apenas “esteticismo banal” e os falsos propósitos que tornaram-se “pura comunicação”. Fazer uma leitura crítica do conceito é essencial para reconhecer onde moram os verdadeiros propósitos na moda atual e impugnar o que a reduz à mera futilidade. Que em 2018 a Moda esteja mais consciente. Consciente de verdade.

(Imagem: Visual Hunt)