Moda

Praia “chic”: sofisticação e delicadeza

Roupa de praia não é só para entrar no mar. Com materiais e complementos sofisticados, grandes nomes da moda praia apresentam coleções que vão da areia às festas (a beira mar ou não).

Conjuntos em tecidos leves e modelagens amplas e fáceis (descomplicadas para vestir e “desvestir”) cumprem bem esse propósito, e não estão apenas entre os modelos de marcas do segmento como Lenny Niemeyer, que apresentou em sua última coleção ótimas propostas para curtir um dia de verão do início ao fim: o mood confortável traz ares praianos para coleções casuais de marcas como Cult Gaia e a alemã holyGhost, que, além de conjuntos, traz uma ótima seleção de peças únicas (vestidos e macacões)  para destinos quentes.

Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
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holyGhost
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holyGhost

Tons claros compõem cartelas de cores atuais sem perder a suavidade: além da estampa que mistura dois tons de azul, rosa e amarelo, ou da composição com rosa, marrom claro e azul do Resort 2018 da Cult Gaia, pense em caramelo + amarelo e azul claro, ou verde militar com verde claro e azul.

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Cult Gaia
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Cult Gaia

Em peças ou visuais com tons mais escuros, a coordenação de uma mesma estampa em diferentes sentidos, os recortes e as modelagens assimétricas conferem o movimento e a suavidade que o momento e o ambiente pedem. Esse efeito também pode ser potencializado pelo degradê, pelas amarrações e pelos babados, apostas que devem atravessar estações assim como os contrastes. Falando nisso…

Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
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Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer
Lenny Niemeyer

O jogo de opostos que está em alta aparece de maneira sutil na passarela da Lenny Niemeyer e na Cult Gaia e , onde a leveza dos tecidos contrasta com estruturas rígidas, mas nada pesadas, do maxi brinco e da bolsa em acrílico, que, mais que modernidade trazem um toque de arte às produções. Vale a pena investir.

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Lenny Niemeyer
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Cult Gaia

(Imagens: divulgação)

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Beleza, Comportamento, Moda

Pouca maquiagem

Visuais clean são uma das principais apostas de beleza. Embora as passarelas e capas de revista simulem a “cara lavada” muitas vezes com a mesma quantidade de produtos usados usados para criar uma maquiagem colorida, a proposta de naturalidade entra em cena para acompanhar os visuais descomplicados que estão em alta e, acima de tudo, a busca por um lifestyle mais leve.

De carona no (in)consciente coletivo, e priorizando a saúde da minha pele, abri mão de uma série de “indispensáveis” de maquiagem nos últimos anos. Mais que repensar minhas escolhas, essa mudança de hábito tem a ver com uma nova forma de entender a beleza (a minha e a dos outros) e com um novo olhar sobre regras que não fazem sentido: a relação obrigatória entre estar arrumada e estar maquiada, por exemplo.

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Meses atrás a participante de um programa que promove mudanças no visual informou que não fazia uso de base no rosto. Atendendo à proposta de transformação, a moça topou experimentar o produto mas não deixou de afirmar, após a aplicação, que preferia sua pele sem base. Em seguida, em depoimento individual, a maquiadora disse não entender “como alguém pode não gostar de ver sua pele mais bonita“. Pergunto: quem é que definiu esse conceito único de “mais bonito”?

Eu sou do time que, muitas vezes, acha o “antes” mais bonito que o “depois” em tutoriais de maquiagem; e entre meus itens de beleza diários a base líquida foi o primeiro a perder espaço. Sim! Acho minha pele mais bonita sem ela. Substituída por um produto em pó e mineral, bem menos agressivo, a nova base não tem “alta cobertura”. Cobrir o que e para quê, se minha pele limpa nunca trouxe incômodo algum? Não estou fazendo campanha contra a base. Mas essa obrigatoriedade de “pele uniforme”, como se a ausência de “reboco” fosse sinônimo de desleixo, é cafona.

Indo além, o título desse post não refere-se apenas aos produtos de beleza. O questionamento vale para toda a “maquiagem” que nos é exigida acompanhada de argumentos rasos.  Em um exemplo pessoal, como profissional de Moda cansei de ouvir que preciso estar sempre com o look impecável: “vai que” algum potencial cliente me conhece sábado a tarde no mercado e eu não estou “com cara” de profissional do mundo fashion?

Poupem-me! A reputação profissional de ninguém é abalada por um moletom com chinelo na fila do pão. Não usar base não quer dizer não gostar de estar bonita. Preferir “cara lavada” não é falta de cuidado. Alternar dias com maquiagem e dias sem maquiagem é, inclusive, uma das minhas maneiras de cuidar da pele.

Tudo isso para voltar a falar sobre beleza, agora sob novos ângulos. Recentemente enquanto reorganizava as categorias do blog notei a ausência de publicações sobre o tema, antes mais frequente. Estou menos vaidosa? Pelo contrário. A vaidade só aumentou, mas a maneira de entendê-la mudou. Pouca maquiagem, e cada vez mais satisfação com o que reflete o espelho. Espero em breve compartilhar novas práticas, produtos e hábitos de beleza pé no chão.

A imagem que ilustra o post é do editorial Quoi de neuf beauté, da Madame Figaro (setembro de 2017).

(Foto: Pawel Pysz)

Moda

Elizabeth Olsen e essenciais

De mãos dadas com a vontade (e necessidade) coletiva de mudar hábitos de consumo, não são poucas as mulheres que passaram a buscar a construção de um “guarda-roupa essencial”. Capa da ES Magazine (agosto de 2017), Elizabeth Olsen é uma inspiração e tanto: a atriz norte-americana investe em looks fáceis, que adaptam-se à “vida real” de muitas de nós, construídos a partir de itens atemporais, como peças de alfaiataria e jeans escuro, além de uma boa variedade de peças lisas.

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O visual básico tricô neutro + jeans escuro da atriz ilustra uma maneira fácil de atualizar peças básicas: repare que, nos pés, Elizabeth Olsen usa uma sandália pesada, item em alta nas últimas temporadas (uma bolsa “da moda” também é bem-vinda para dar frescor a essa combinação). Mais confortável, mas não menos charmoso, o segundo visual com jeans escuro é composto 100% de peças clássicas e não é nem um pouco sem graça. O segredo para a produção com blazer, top branco, jeans e sapato oxford não parecer antiquada ou “chata” é investir em modelagens atuais e misturar tecidos com pesos diferentes…

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Ou apostar no mix de texturas, imbatível para adicionar jovialidade aos visuais compostos por clássicos em cores neuras. No look abaixo, além de texturas diferenciadas e da mistura de estampas, o sapato é uma versão atualizada de uma peça tradicional.

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Peças de alfaiataria ganham um toque moderno em composições com itens e materiais informais, como t-shirts de malha e jeans, para o dia, e podem compor visuais elegantes em combinações monocromáticas, ou com pouco contraste de cor, para ocasiões especiais.

Adepta dos chapéus, sempre em modelos clássicos, Elizabeth Olsen combina o acessório no verão ou inverno: com short jeans e poucos detalhes, os visuais sem complicação são perfeitos para dias quentes e ocasiões onde o conforto é palavra de ordem. Simples assim.
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(Imagens: reprodução)

Moda, Negócios

Faz sentido? “Coerências básicas” para fotografar Moda

A produção de campanhas, lookbooks e material fotográfico exclusivo para redes sociais é uma ótima maneira de fortalecer a identidade de uma marca. Lojas multimarcas, em especial, saem na frente da concorrência ao investir em um material único que apresente e represente sua marca “antes” das marcas que comercializa: como os produtos podem ser encontrados em outros estabelecimentos, despertar desejo pelo mix e estilo próprio de apresentá-lo é uma grande vantagem competitiva.

Poucas lojas multimarcas investem em produção de conteúdo exclusivo, e muitas delas, quando produzem, não contam com equipes especializadas cometendo equívocos que, ao invés de fortalecer, podem prejudicar sua imagem. Produção de Moda (com ou sem modelo) exige estudo e técnica, e a atenção a alguns detalhes ajuda a não tropeçar em aspectos básicos que interferem muito no resultado final. Comece avaliando quatro coerências:

• Coerência entre referências e identidade da marca

Para não se perder no excesso de referências, é importante filtrá-las quantas vezes forem necessárias com senso crítico e tendo em mente a identidade da sua marca: qual é seu público? Qual é seu discurso? Qual é seu território? Crie uma lista de perguntas e avalie se a ideia da sessão de fotos responde positivamente a elas. Lembre-se que o tema da coleção muda, mas a identidade da marca não.

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• Coerência entre elementos de cena

Um erro muito comum, tanto em fotografia de Moda como em vitrines, é a inserção de diversos elementos “da moda” que não conversam entre si. Mais uma vez, o excesso de referências combinado à falta de “filtro” prejudica a mensagem que deseja transmitir. Olhe com atenção para o cenário e pergunte-se se um banquinho com revestimento de pelo faz sentido em um deck com paredes rústicas. Outro exemplo comum são cenas com mesas ou prateleiras de fundo que misturam objetos que não fazem sentido juntos: xícara de chá e cesta de frutas + lamparina, por exemplo. Em primeiro ou em segundo plano, tudo o que faz parte da cena precisa ter coerência.

Fotos de produto pecam ainda mais nesse quesito. Aquela composição de produtos sobre a mesa ou fundo colorido não deve ser feita ao acaso, ou tendo como critério apenas cores. O que quer dizer uma foto de um sutiã com uma paleta de sombras? Faz sentido um tênis sobre uma bandeja? Esse modelo de foto pode ter vários propósitos diferentes, mas precisa ter um: mostrar combinações entre acessórios que podem ser usados juntos, revelar elementos que inspiram a coleção ou falam sobre a marca (folhas ou plantas com peças de empresas que usam matéria-prima natural, por exemplo) e até mostrar, de maneira diferente, a ocasião de uso (como jóias em taças, que representam festa).

• Coerência no styling e na coleção

O sucesso de qualquer ação ou instrumento de marketing depende da coerência da marca como um todo. Na hora de editar os looks para uma sessão de fotos, ter o mix de produtos “certo” interfere e muito. Certamente a prioridade será apresentar as novidades, mas fotografe com antecedência cada visual e analise a combinação de peças em todos os aspectos: combinação de cores, tecidos, ocasião de uso etc. Da mesma forma, avalie o conjunto de visuais da estação (todas as fotos juntas) e questione-se sobre quantos deles podem fazer parte do closet de uma mesma cliente. Em produções de Moda bem resolvidas, 100% dos looks atendem o mesmo público.

• Coerência entre roupa, beleza e cenário

A beleza (cabelo + maquiagem) faz parte do look e deve ser pensada na pré-produção, não improvisada no dia das fotos. Muitos materiais fotográficos de empresas de moda pecam por exagerar no penteado e na maquiagem em fotos com visuais casuais durante o dia. De maneira simplificada, questione se sua cliente real usaria esse penteado e essa maquiagem na ocasião representada.

Mais que isso, pergunte-se se sua cliente usaria essa roupa, com esse penteado e essa maquiagem nesse local. Ela usaria maquiagem com olho marcado + bolsa com tachas para tomar um café com as amigas a tarde? A cidade possui belos parques e cafés com cenários incríveis, mas a locação escolhida faz sentido?

Obviamente uma produção de Moda envolve muito mais aspectos e detalhes que esses (sim!). Mas observar o “check-list das quatro coerências” é um bom começo: grande parte dos erros estão na falta delas.

(Imagem: : MrJamesBaker via Visual Hunt)