Moda, Viagem

Marcas locais, outlets e feiras em Buenos Aires: o que vale a pena

Comprar em Buenos Aires já foi mais divertido. Se em outras épocas encontrei uma boa variedade de produtos em couro, com preço justo e qualidade, em minha última visita à capital argentina os produtos locais de artesãos e pequenas marcas não me surpreenderam. O que vale a pena: grifes nacionais e seus outlets.

 

Repleta de estampas marcantes, peças alinhadas com as principais tendências e detalhes e acabamentos diferenciados, as marcas Cher. e Rapsodia são endereços imperdíveis para apaixonados por moda em Buenos Aires. A primeira delas, fundada em 2001 com o nome Maria Cher (da sua criadora Maria Cherñajovsy), traz um mix bem equilibrado de itens da temporada e peças clássicas revisitadas: na coleção de inverno 2017, não faltam peças em jeans com bordados e patches e calças de alfaiataria com detalhes esportivos. As estampas da grife, apesar de multicoloridas, trazem cartelas de cores versáteis e fáceis de combinar e estampam, além das peças de roupa, lenços e bolsas perfeitos para atualizar visuais neutros.

 

Longe de looks com poucos detalhes, a Rapsodia constrói sua personalidade a partir da fusão de culturas e referências com um estilo “boêmio, romântico e roqueiro”. Em composições que misturam uma variada gama de texturas e cores, os pontos de venda da marca nos convidam a explorar com calma e atenção a cada detalhe (da decoração da loja às peças); e suas campanhas e lookbook são excelentes referências para misturar estilos.
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Cher. e Rapsodia não são marcas para quem busca preços baixos. Mas, assim como outras grifes locais, a Rapsodia possui um outlet na Calle Aguirre (Calle Aguirre, 729), onde também estão outlets de marcas como Puma e Tommy Hilfiger, e onde funciona o outlet da Paula Cahen D’Anvers (Calle Aguirre, 875), outra marca argentina que vale a pena conhecer.

Desde 1994 no mercado, Paula Cahen D’Anvers mistura liberdade e sofisticação com itens clássicos inseridos em propostas inovadoras. Uma loja para quem busca peças confortáveis em tecidos nobres e modelagem e acabamentos impecáveis. Os blazers, em diferentes cortes, com cores neutras e mix de texturas, e os casacos clássicos são  ótimas escolhas para enriquecer looks com tênis.
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Além da região da Calle Aguirre, a Avenida Córdoba concentra outros outlets incluindo a loja da Materia (Av. Córdoba, 4502). A marca é uma boa pedida para encontrar “jeans e camiseta”, além de suéteres e cardigãs para completar visuais casuais.

 

Na Avenida Córdoba estão também os outlets da Ayres, Como Quieres Que Te Quiera e da Levi’s. De maneira geral, vale a pena garimpar nas lojas das marcas locais: mesmo em outlets, os preços da Levi’s e de outros nomes internacionais, como Lacoste e Adidas, estão muito similares aos valores praticados Brasil (com alguns itens mais caros). Mas, minha maior decepção no quesito compras em Buenos Aires foi com as Feiras de “Artesanato”…

 

Como adiantei no início dessa publicação, infelizmente a “versão 2017” da Feira da Recoleta (ou Feira da Plaza Francia), apesar de contar com alguns expositores de itens de couro com preços melhores que os nossos, não traz mais a mesma variedade e muitos produtos “chinocas” (a maioria) misturam-se ao artesanato local. Com relação às bolsas, alguns modelos diferenciados por fora pecam no acabamento e na qualidade dos metais, o que faz com que não valham o preço.

 

O mesmo acontece na Feira de Palermo Soho e seus arredores. Localizada em um bairro conhecido por abrigar artistas e novos designers, além da feira propriamente dita, montada na Plaza Serrano, diversos edifícios ao redor abrem suas portas para expor trabalhos de criadores locais. Porém, a promessa da sinalização na entrada não é cumprida. O que mais vi nos espaços foram produtos made in Asia que repetiam-se em outro expositor só mudando a etiqueta. Além disso, diversas falsificações de Chanel e Gucci e roupas encontradas no Centro da cidade, em lojas assumidamente fast fashion, com preços mais altos por estarem nas ruas de Palermo.
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Conclusão: Buenos Aires já não é mais um bom destino de compras para quem busca qualidade e preço baixo. As boas marcas locais tem seu preço, e seus outlets podem render ótimos achados, mas a qualidade dos produtos artesanais e as araras de fast fashion que tentam se passar por diseñadores locales foram uma grande decepção.

 

• E a Farmacity?

 

Aficionadas por compras de beleza como eu certamente colocam a Farmacity no roteiro ao planejar uma viagem à Buenos Aires. Dessa vez comprei apenas um creme para mãos da marca Farmacity ($ 30,50) e um bálsamo labial da francesa Ducray ($ 166). O restante, cosméticos e maquiagens, mesmo à preço de euro, valem mais a pena na Europa (ou no Brasil mesmo). Com relação ao duty free do Aeroparque Jorge Newbery (AEP) digo o mesmo: muitos produtos equivalentes ou mais caros que na Sephora Brasil.

 

(Imagens: divulgação e acervo)
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