Moda, Viagem

Fazendo as malas | Menos é mais

Há algumas semanas publiquei em meu Facebook pessoal uma foto da minha mala de viagem para dez dias, incluindo a roupa do voo de ida, com apenas dez peças de roupa, três calçados e uma bolsa. Com essa seleção de peças (sem contar acessórios e roupa de banho), consigo montar mais de quinze looks; ou seja, o suficiente para uma viagem que não inclui ocasiões que exigem uma produção elaborada.

Apesar de trabalhar com consultoria de estilo, nunca fiz nenhum curso para montagem de malas. Aprendi a fazer malas compactas viajando. Sofrendo com as malas extras e carregando muito peso no aeroporto. Portanto, o que divido por aqui é fruto da minha experiência e felicidade de conseguir viajar bem mais leve, levando o suficiente para poder trazer o que comprei no destino (e que também pode incrementar os visuais durante a viagem) sem precisar de mais um volume e sem pagar bagagem extra.

Para ilustrar selecionei peças em diferentes modelos dentro de um estilo coerente, mas vale ressaltar que essa não é uma lista padrão a ser seguida: sua mala e seu estilo são únicos, e não há nenhum molde fechado para elaboração dela. A ideia é mostrar uma forma de pensar na construção da mala, que deve ser adaptada de acordo com o seu estilo, preferências, objetivos, ocasião da viagem, destino etc.

Consultar a previsão do tempo é o primeiro passo. Apesar de possibilidade de imprevistos climáticos, esse dado serve como guia na seleção de itens. O segundo passo é restringir a cartela de cores e eliminar roupas com efeito visual similar: leve peças que combinam entre si mas evite várias roupas com a mesma cor e proporção (exemplo: short e saia preta) para conseguir produzir visuais com outra “cara” sem precisar de muitas opções.

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O número de tops (partes de cima) deve ser superior ao número de bottoms (parte de baixo), e contar com peças que podem ser usadas sozinhas ou em sobreposição é uma ótima ideia. A camisa jeans, por exemplo, pode ser usada tanto fechada como aberta sobre outra peça ou amarrada na cintura para incrementar um terceiro look.

Além desse, outros truques de styling contribuem para adaptar peças em diferentes visuais e ocasiões durante a viagem: a calça de alfaiataria ganha um toque informal com a barra dobrada em um visual hi-lo com camiseta e chinelo. E por falar em camiseta, t-shirts que combinam estampas fáceis de coordenar com tecido que não amassa são verdadeiros coringas na mala de viagem.

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Peças lisas e neutras também valem muito na mala de viagem, e elas não precisam ser sem graça. Experimente começar a construção da mala com roupas sem estampa mas com texturas diferentes. Esses itens levam informação de moda para o visual mesmo quando ele é composto apenas de peças lisas.

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Ao invés de levar peças que cabem apenas a uma ocasião (quando sua viagem não inclui eventos específicos, claro), selecione acessórios capazes de transformar um look casual em um visual interessante para um happy hour por exemplo. Uma clutch bordada ou com brilho, um maxi colar ou brincos grandes ocupam pouco espaço na mala e tem “impacto” na produção. Dica! Use a clutch como porta acessórios ao invés de adicionar mais um volume para transportar brincos e outros itens pequenos.

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Mais um motivo para evitar muitas peças de uma só cor na mala de viagem: Cores diferentes de peças lisas criam visuais super interessantes e são uma chance de experimentar composições com três ou mais tons. Além do exemplo abaixo, preto, cinza, azul e vermelho; ou branco, bege, amarelo e rosa funcionam bem juntos.

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Vestidos estampados com tecidos e modelagens versáteis, que possam ser usados tanto com tênis como com salto alto, com ou sem cinto, durante o dia e à noite valem a pena. Ao invés de levar um vestido de malha para o dia e outro com detalhe bordado para jantar, cogite a possibilidade de apenas um em tecido nobre com poucos detalhes e cores.

Durante o dia, combine com uma peça casual, como a camisa jeans (sobreposta ou amarrada na cintura), e à noite com um cardigã longo (casaqueto ou jaqueta de couro), acessórios “ricos” e salto alto.

Minha mala, nessa ocasião, não incluiu nenhum sapato de salto, mas a dica para quem não dispensa calçados altos segue a mesma ideia: Escolha um modelo que combine com a maior parte dos itens que está levando. Um cinto diferente é um acessório precioso pois além de trazer um detalhe diferenciado para o look, ele possibilita “alterar” o comprimento da peça e utilizar o vestido de diferentes maneiras mesmo quando sozinho (cintura alta e marcada ou cintura baixa).

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Quer levar aquela peça estampada favorita? Pense em sua cartela de cores a partir dela. Escolha os neutros que combinam com as cores que predominam nesse item para poder usá-lo de diferentes maneiras.

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Em dúvida sobre qual estampa levar? Opte por desenhos que combinem com diferentes “famílias” de neutros: jeans, preto e cinza e branco + tons terrosos, por exemplo. E já que o assunto são tons terrosos, essas tonalidades são as mais indicadas para a escolha da bolsa de viagem, pois combinam tanto com cores escuras como com tons claros. MALA-DE-VIAGEM-9

(Imagens: divulgação / Edição de looks: Ivy Lemes)

+ | Leia também o post Fazendo as malas, publicado em outubro de 2014, com algumas dicas para arrumar a bagagem.

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