Arte, Moda, Viagem

Galleria del Costume e a moda através do estilo

O Palazzo Pitti, um palácio renascentista  projetado para servir como residência do banqueiro florentino Luca Pitti em 1457, abriga atualmente uma série de museus e encantadores jardins em Florença. Dos apartamentos reais à uma galeria de arte moderna, a história da moda italiana é contada na Galleria Del Costume.

No pavilhão sul do Palazzo Pitti, um rico acervo remonta a história do vestuário através do closet de personalidades italianas ou que fizeram parte da história da moda do país. Os vestidos de noite de Franca Florio, aristocrata e figura marcante da belle époque, as peças da espanhola Eleonora di Toledo, nascida na Espanha mas duquesa de Florença e grã-duquesa da Toscana no século XVI, e peças de mulheres que deixaram seu nome na história do país (e do mundo) mostram que estilos marcantes são uma rica fonte quando o assunto é Moda. Por aqui, compartilho um pouco mais sobre cinco mulheres (e estilos) que narram um pouco sobre a Moda na Galleria Del Costume.

• Escritora e apaixonada por viagens, Anna Rontani gostava de aprender e falar sobre o mundo. Em seu closet, peças de alta costura de importantes maisons, como Valentino, Gucci e Hermès, remontam a história da moda das décadas de cinquenta aos anos noventa com silhuetas clássicas de diferentes períodos. Em 2012 o acervo de Anna Rontani foi leiloado e suas peças icônicas arrematadas por colecionadores e museus. Entre elas, um cocktail dress Valentino do final dos anos sessenta e um vestido assinado por Pierre Cardin na década de setenta reafirmam a admiração de Anna Rontani por roupas que marcaram época.

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• A excêntrica Anna Piaggi começou sua carreira como editora de moda da revista italiana Arianna, na década de sessenta,  e posteriormente tornou-se editora da revista Vanity; entretanto, muitos há conhecem por seu trabalho na revista Vogue Itália. Seu estilo caracterizado por roupas e acessórios nada discretos e composições originais foi tema de uma exposição no Victoria and Albert Museum, em 2006, e seu interesse por peças vintage contribuiu para tornar itens “de brechó” peças de desejo.

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Susan Nevelson nasceu em Boston, nos Estados Unidos, em 1924, mas estabeleceu-se em Florença na década de 50, quando a moda italiana começou a trilhar novos rumos com criadores como Valentino Garavani e Emilio Pucci destacando-se tanto quanto os designers franceses. Apesar de nunca ter estudado arte formalmente, Susan demonstrou seu inegável talento nas estampas desenvolvidas para o designer Ken Scott: o trabalho da dupla, que vestiu celebridades como Brigitte Bardot, reflete a jovialidade e o frescor dos anos 60. A combinação de cores explosiva e delicada ao mesmo tempo faz de seu trabalho autoral e atemporal.

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• Com sua família à frente da loja de departamentos Lavarini, Cecilia Matteucci Lavarini cresceu em contato com a indústria da Moda. O espaço dedicado a ela na Galleria Del Costume não deixa dúvidas: seu estilo é construído a partir de ecléticas peças. Quimonos e outos trajes orientais se misturam à casaquetos e pérolas Chanel, a alta costura ao prêt-à-porter, o vintage é combinado ao atual. Uma das mais notáveis colecionadoras de Moda, já emprestou peças de seu acervo para importantes exposições. Não por acaso. Cecilia Matteucci Lavarini é uma excelente curadora: “Todos os itens que compro têm seu próprio significado para estar aqui. Ao comprar um vestido, por exemplo, eu busco algo que seja a imagem de uma determinada época: um item que pode fazer sentido em um museu“.

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Patty Pravo nasceu em Veneza no final da década de quarenta, e lançou seu primeiro single em 1966. Mais que sucessos musicais, a cantora italiana tornou-se ícone de estilo nas décadas de sessenta e setenta: vestidos curtos com botas de cano altíssimo, coletes e casacos de pele sobrepostos aos tubinhos de linhas retas da época, franjas, bordados e acessórios maxi que flertam com o estilo boho, além de glamourosos vestidos longos e peças com muito brilho fizeram, ou melhor, fazem, parte dos visuais cheios de personalidade da cantora. No espaço dedicado a ela na Galleria Del Costume, predominam os vestidos ricamente bordados.

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Além das “coleções pessoais”, o museu traz um espaço com vestidos de noiva de diferentes décadas e uma exposição de acessórios de marcas italianas autorais. Nem preciso dizer que a Galleria Del Costume é uma das paradas obrigatórias para fashionistas em Florença (leia também sobre o Gucci Museo), e o Palazzo Pitti um programa imperdível para quem gosta de arte, história e cultura. Só faltou um catálogo sobre esse belo acervo na livraria do museu para levar para casa.

É possível conhecer o  Palazzo Pitti com duas “modalidades” de ingresso (10 € cada): um deles dá acesso à Galleria D’Arte Moderna e à Galleria Palatina, enquanto o outro vale para o Museo degli Argenti, Galleria del Costume, Museo delle Porcellane e Giardino Bardini.

(Imagens: reprodução)

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