Arte & Literatura, Mais

Contos Novos, do Mário de Andrade

De forma que passada em dois anos toda a aventura da amizade nascente, com suas audácias e incidentes, aquele prazer sereno da amizade cotidiana se tornara um “caso consumado”. E isso para a nossa rapazice necessariamente instável, não interessava quase. Nos amávamos agora com verdade perfeita mas sem curiosidade, sem a volúpia de brincar com fogo, sem aprendizado mais. (…) Era mesmo um aperfeiçoamento de amizade, porque agora nada mais nos interessava senão o outro tal como era, em nossos encontros a sós: nos amávamos pelo que éramos, tal como éramos, desprendidamente, gratuitamente, sem o instinto imperialista de condicionar o companheiro à ficções de nossa inteira fabricação“.

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A vontade de escrever sobre livros é antiga, mas ainda não havia encontrado um formato para esse tipo de postagem. Publicar sinopse ou resumo é chato e não acrescenta nada. Então, resolvi compartilhar os livros que leio e gosto através deles mesmos, acrescentando algumas palavras (nada técnicas) para dividir também o que despertaram em mim. Espero que gostem!

Gosto de ler histórias que falem sobre o “amor cotidiano”, comum, real; e as encontrei nesse livro de contos. Destaco o conto Frederico Paciência, sobre as fases da amizade entre dois amigos que evolui para o amor, que não deixa de ser belo por não acabar em “felizes para sempre”; e Tempo da Camisolinha, um conto tão encantador quanto a pureza infantil relatada nele. O trecho é do primeiro deles.

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