Moda

Brigitte X Twiggy (parte I)

Outro assunto vindo do Plug! (programa de TV que participei recentemente) diz respeito às décadas que inspiram a estação que está por vir. Quero deixar claro que não é só de duas (ou três) décadas que “se faz verão”. Acontece que toda tendência de moda vai chegando aos poucos, e toda estação têm temas mais fortes e outros entrando ou saindo. A década de 20 também começa a aparecer nessa temporada; mas só deve ficar em evidência (acessível e “clara” nas araras das lojas de departamento, por exemplo) nas próximas.

Dito isso, vamos focar nos anos 50, 60 e em suas representantes. Brigitte Bardot é a musa dos anos 50, e Twiggy dos 60’s. Sempre que buscamos referências de estilo no passado, é importante lembrar que o vintage pode ser perigoso: o risco de sair fantasiada de Twiggy é alto se não souber dosar o tempero retrô. Busque sempre uma peça que remeta à “década inspiração” (ou ao ícone de moda admirado) e misture com peças e acessórios atuais. Cabe também o hi-lo: peças cinquentinhas chiques + t-shirt, por exemplo.

A cintura marcada é um dos aspectos mais fortes no visual Brigitte Bardot e traz a atmosfera lady like (super 1950) que paira no ar. O volumão em baixo, pede parte de cima justa; e a melhor opção (ou seja, com menor risco de erro) é uma saia evasê sem tanto volume. Ao lado da referência, a campanha de inverno 2011 Daks.

Brigitte é dona de uma sensualidade natural. Cabelos levemente despenteados e roupas leves fazem parte do visual da atriz que, para quem não sabe, tem forte ligação com a natureza e defende até hoje causas relacionadas à proteção dos animais. Não por acaso, ela é referência de moda em uma época onde tudo isso está em pauta. Aqui, modelos de saias mais usáveis, com menos volume, como comentei acima. Blusa de malha e sapatilha “refrescam” a saia de cintura alta; e a campanha de inverno 2011 da H&M (à dreita) ensina que o duo saia de cintura alta + camisa pede uma estampa contemporânea para não ficar datado.

O terceiro look que escolhi é meu preferido, daqueles que dá vontade de usar. Calças ajustadas e um pouco mais curtas combinadas à sapatilha e uma parte de cima despretensiosa não têm erro. É uma boa maneira de encaixar as calças estampadas que estão por aí, ou de usar camiseta sem desvalorizar o corpo com look largo demais (olhem a foto da Urban Magazine, de novembro de 2011).

Aqui estão elas, as estampas naturais/florais que invadiram as vitrines. Além dos vestidos, Brigitte usava camisas soltas com flores miúdas e rendinhas. Tudo o que temos pra hoje! Na Vogue Espanha de novembro: floral, cintura marcada e produção “mulherzinha”.

Reparem que Brigitte Bardot não se restringe às malhas, peças estruturadas também fazem parte do seu closet. A última foto-referência é propositalmente a última. Reparem como o vestido já tem cara de anos 60. Uma vez que as “modas” não aparecem e desaparecem como em um passe de mágica, a transição dos anos 50 para os 60 faz com que as duas personalidades em questão tenham suas semelhanças no “figurino”. Falarei mais sobre elas no próximo post (aqui), que também traz informações sobre a Twiggy.

(Imagens: reprodução)

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4 comentários em “Brigitte X Twiggy (parte I)”

  1. Sim Ari, mas existem várias diferenças de estilo entre ela e a Brigitte Bardot. Vou tentar esclarecer pra você em breve, hahaha. Beijos!

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