Comportamento

Armadilha light

Quando resolvi dar um basta no sedentarismo e comecei a mudar meus hábitos alimentares troquei muitos alimentos pelas versões light. Esse mês, comprei a revista Runner’s World para ler sobre postura durante a corrida e encontrei a coluna da Patrícia Julianelli sobre os “perigos” dos diets e lights. Como saúde e alimentação também é beleza, resolvi compartilhar com vocês o que conta a coluna (p. 35).

É fato que grande parte da população (principalmente feminina) insatisfeita com seu corpo vive “à espera de um milagre”; e deposita em shakes, pílulas e produtos diet/light a esperança de dormir gordinha e acordar magérrima. Falo com conhecimento de causa, pois antes de começar a me alimentar de forma balanceada, cortar (muitos) “vilões” do meu cardápio e praticar atividade física, tomei muito chá verde, passei fome, contei pontinhos e passei dias comendo sopa. Sem sucesso, claro. Patrícia deixa claro que os alimentos light e diet não são ruins, mas que a má compreensão deles é tão sabotadora de dieta quanto o chocolate.

Por que? Antes de mais nada, vale a informação: “Diet é o produto com isenção total e um de seus ingredientes. (…) Já o light deve ter uma redução mínima de 25% em um de seus ingredientes ou no valor calórico”. Alguns produtos, explica a coluna, apesar de terem X% menos calorias continuam bastante calóricos (os exemplos são o parmesão e o leite condensado (!) light); e não são nem um pouco “amigos” do emagrecimento. A comparação com uma liquidação ajuda a entender  a armadilha: “em uma liquidação, você se encanta por uma calça, mas logo vê que ela custa 600 reais. A vendedora argumenta: “Custava 1200. Houve uma redução de 50%”. Isso o convenceu? Adote o mesmo bom-senso à mesa”.

Sou adepta, como disse acima, de produtos diet/light. Mas me incluo nos truques que a coluna apresenta para tornar esses alimentos aliados e não o contrário. O primeiro truque diz que a dieta deve incluir principalmente “alimentos frescos, integrais e nutritivos, pobres em gordura por natureza”. E o segundo (e para mim fundamental) diz respeito ao prazer em ingerí-los. “Pode ser light (ou diet), mas tem que ser gostoso”. Eu como principalmente biscoitos e iogurtes light. Porque são light? Não, porque são gostosos além disso. Gostar faz com que você não queira “devorar todo o pacote de cookie light para suprir a vontade de comer um ou dois recheados”. A autora também cita o exemplo do chocolate diet (que “tem gosto de diet“) mas, por incrível que pareça, eu gosto deles. Não vejo tanta diferença no sabor (depende da marca) e adotei quando minha mãe precisou reduzir consideravelmente o açúcar.

O terceiro truque é por minha conta: procure, experimente e descubra alimentos light que sejam também gostosos. Claro que já “doei” pacotes de cookies horrorosos e sucos que parecem água colorida com adoçante, mas ganhei guloseimas de menos valor calórico que não dispenso (quem sabe não vira post?), o que não significa que deixei de comer bolacha recheada ou chocolate de vez em quando. Para terminar, uma frase da coluna que tem tudo a ver: “Porque o que engorda não é a fatia (de bolo) generosa do dia, mas os repetecos da semana”.

(Imagem: revista Runner’s World)

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4 comentários em “Armadilha light”

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